Buscas por vítimas continuam após terremoto matar 80 na China

Equipes de resgate no sudoeste da China tentaram no sábado chegar às áreas remotas atingidas pelos terremotos, que mataram pelo menos 80 pessoas e danificaram milhares de edifícios, informou a imprensa estatal. Tremores de magnitude 5.6 atingiram uma região pobre e montanhosa do país, com péssima comunicação e infraestrutura na sexta-feira e o número de mortos pode aumentar à medida em que as notícias começam a chegar das regiões isoladas, disse a agência de notícias Xinhua.

Reuters

09 de setembro de 2012 | 17h18

Os terremotos cortaram a energia elétrica e provocaram deslizamentos de terra que bloquearam as estradas, dificultando o trabalho de resgate. A chuva aumenta as dificuldades de resgate, e meteorologistas dizem que devem permanecer pelos próximos três dias.

"Fiquei muito assustada quando tudo começou a tremer. Depois da primeira, da segunda e da terceira vez, estava tudo se mexendo e eu fiquei com muito medo," disse Zhou Weiping, de 56 anos, moradora do município de Guohui, no condado de Yilian, perto do epicentro.

"Entramos em pânico e corremos para fora," ela disse.

A TV estatal mostrou paredes destruídas e estradas cheias de entulho e pedras. A emissora disse que o número de mortos era de 89 no início do dia, mas depois revisou a informação e passou para "pelo menos 80", alinhando-se com o cálculo oficial da agência de notícias Xinhua.

Mais de 800 pessoas ficaram feridas, disse a Xinhua.

Mais de 200 mil pessoas da província de Yunnan foram transferidas depois que os terremotos arrasaram mais de 6,6 mil casas e danificaram mais alguns milhares de edifícios. Até 740 mil pessoas foram afetadas nos seis condados mais afetados de Yunnan, disseram as autoridades.

Na província vizinha de Guizhou, mais de 11.700 casas foram danificadas e as vidas de cerca de 28 mil pessoas foram afetadas, disseram as autoridades e a agência de notícias estatal.

Edifícios nas regiões menos desenvolvidas da China são, muitas vezes, construídos com pouco respeito pelas normas de construção, tornando-os suscetíveis aos terremotos.

O premiê Wen Jiabao realizou uma reunião de emergência em seu avião, enquanto ele voava para a zona do desastre, na noite de sexta-feira. Ele chegou em Yiliang, na província de Yunnan, perto do epicentro, pouco depois da meia-noite, e passou a noite visitando sobreviventes do terremoto em aldeias e hospitais, disse a Xinhua.

A emissora estatal CCTV mostrou Wen conversando com as vítimas em um local montado para receber os desabrigados. Ele exigiu "esforços rápidos e totais na busca de sobreviventes e para salvar vidas," de acordo com a Xinhua.

"Temos que manter a segurança como principal preocupação e nos proteger contra epidemias," teria dito Wen.

Em 2008, cerca de 87.600 pessoas morreram na província de Sichuan quando um terremoto de magnitude 7.8 atingiu a região.

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