EFE/Fazry Ismail
EFE/Fazry Ismail

Buscas submarinas por voo MH370 terminam sem encontrar traços de avião desaparecido

Autoridades de Malásia, Austrália e China, que gastaram US$ 145 milhões na operação, lamentaram que mesmo 'usando a melhor ciência disponível' não foi possível localizar a aeronave da Malaysia Airlines

O Estado de S. Paulo

17 Janeiro 2017 | 08h42

SYDNEY, AUSTRÁLIA - As buscas em mar profundo pelo avião desaparecido do voo MH370, da Malaysia Airlines, terminaram nesta terça-feira, 17, sem quaisquer traços encontrados da aeronave, que desapareceu em 2014 com 239 pessoas a bordo, disseram os três países envolvidos nas buscas.

A localização do voo MH370 se tornou um dos maiores mistérios da aviação desde que o avião, um Boeing 777, desapareceu no dia 8 de março de 2014, cerca de 40 minutos depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim e depois que alguém desligasse os sistemas de comunicação e virasse o avião.

"Apesar de todos os esforços, usando a melhor ciência disponível... as buscas não conseguiram localizar a aeronave", disseram autoridades da Malásia, Austrália e China em comunicado. "Por tanto, a busca submarina do MH370 foi suspensa", afirma o anúncio assinado pelo ministro do Transporte da Malásia, Liow Tiong Lai, e seus colegas australiano, Hon Darren Chester, e chinês, Li Xiaopeng.

"Aproveitamos esta oportunidade, mais uma vez, para honrar a memória daqueles que perderam suas vidas e reconhecer a enorme perda sentida por seus entes queridos. Continuamos esperançosos de que novas informações no futuro e o avião será localizado", afirmaram.

O último navio de buscas deixou a área nesta terça-feira, disseram os três países, após vasculhar uma área de 120 mil quilômetros quadrados no fundo do mar do Oceano Índico, que se tornou o foco de quase toda a busca de quase três anos.

Malásia, Austrália e China concordaram em julho em suspender a busca de US$ 145 milhões caso o avião não fosse encontrado ou se novas evidências que pudessem oferecer uma pista sobre o paradeiro não fossem descobertas, uma vez que a área já havia sido checada.

A Austrália rejeitou no mês passado uma recomendação de investigadores para levar as buscas mais ao norte, dizendo que nenhuma nova evidência surgiu para apoiar a ação. / REUTERS e EFE

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