Bush acusa Al-Qaeda por ataque no Quênia

O presidente George W. Bush disse hoje acreditar que a rede Al-Qaeda está por trás dos ataques na semana passada no Quênia e que terroristas bloquearam o processo de paz israelense-palestino. Durante cerimônia na Casa Branca, Bush evitou criticar o governo israelense, cujas tropas mataram ontem num táxi uma idosa palestina de 95 anos, num posto de checagem na Cisjordânia. "Estou preocupado que terroristas bloquearam a capacidade de pessoas amantes da paz de fazer seguir adiante o processo" disse Bush. "Eu entendo plenamente as tentativas do governo de Israel de esmagar o terror, porque nunca haverá paz enquanto terroristas sejam capazes de provocar bloqueios."Ele disse estar preocupado "com a difícil situação do povo palestino, com o sofrimento que os tomou como resultado das atividades dos terroristas". "O produto final do terrorismo é não apenas fazer parar o processo de paz, mas causar sofrimento entre todos os povos da região, e é por isso que nossa guerra contra o terrorismo deve continuar imperturbável e forte em qualquer lugar que exista o terror", afirmou o presidente.Ele não respondeu diretamente aos jornalistas quando perguntado se ele acredita que terroristas na Cisjordânia estão ligados à rede Al-Qaeda, de Osama bin Laden. Mas ele responsabilizou a rede de Bin Laden pelos ataques coordenados da semana passada contra israelenses no Quênia - explosões num hotel e disparos de mísseis contra um avião de Israel. "Estou preocupado com a Al-Qaeda em todos os lugares. Acredito que a rede esteve envolvida nas explosões africanas no Quênia. Acredito que a Al-Qaeda odeia a liberdade. Acredito que eles vão atacar em todos lugares que possam, a fim de bloquear a sociedade civil e é por isso que estamos à caça (da rede)", afirmou o presidente.Perguntado sobre a opinião mundial, Bush avaliou que os Estados Unidos são injustamente acusados de estarem travando uma guerra contra o Islã porque "as máquinas de propaganda que estão alimentando a comunidade internacional pintam nosso país em luzes escuras". Ele destacou que os EUA obtiveram grandes conquistas no Afeganistão pós-guerra, como o fato de as meninas poderam agora ir à escola no país. "O mundo islâmico irá eventualmente perceber - se não percebe agora - que acreditamos na liberdade e respeitamos todos os indivíduos. E ao contrário dos assassinos, valorizamos cada vida na América", afirmou.

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