Bush adverte Maliki sobre relações com Irã

Presidente americano diz que vai conversar com premiê iraquiano sobre a influência de Teerã

NYT, AP e Efe, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, insistiu ontem que o Irã é uma força desestabilizadora no Iraque e disse que ele e o premiê iraquiano, Nuri al-Maliki, têm a mesma opinião sobre o governo do presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad. O discurso de Bush veio um dia depois do início da viagem de Maliki ao Irã.O presidente americano qualificou o país de Ahmadinejad de uma ''''nação problemática'''' que deveria ser isolada. ''''Quando nós pegarmos o Irã desempenhando um papel não construtivo no Iraque, haverá um preço a ser pago'''', ameaçou.Bush afirmou que o premiê iraquiano também vê o Irã como um perigo para a segurança do país árabe. ''''Maliki sabe que as armas usadas por insurgentes no Iraque são contrabandeadas do Irã'''', disse. ''''No entanto, se o premiê acredita que a influência do Irã é positiva, então terei de conversar com ele.''''Durante o discurso, Bush conclamou o povo iraniano a rejeitar Ahmadinejad. ''''Sei que vocês podem escolher um governo melhor do que o atual.''''Foi a segunda vez na semana que Bush teve de reiterar sua posição contra o Irã. Na segunda-feira, ele alertou o presidente afegão, Hamid Karzai, para ser cauteloso em relação à influência iraniana no Afeganistão.No Irã, o governo negou as acusações de Washington e disse estar empenhado em ajudar a restabelecer a segurança no Iraque, mas manteve sua opinião de que a paz só chegará quando os Estados Unidos deixarem o país. ''''Estabelecer a paz e a tranqüilidade no Iraque depende da retirada dos ocupantes de seu território'''', afirmou o chanceler iraniano Manouchehr Mottaki.PEREGRINAÇÃO EM BAGDÁCentenas de milhares de pessoas tomaram ontem as ruas da capital iraquiana por causa de uma peregrinação a uma importante mesquita xiita que ocorrer até sábado. Segundo o clérigo xiita Hazem al-Aaraji, cerca de 2 milhões de pessoas devem participar da peregrinação.A polícia iraquiana adotou um forte esquema de segurança em Bagdá para evitar a repetição da tragédia que aconteceu na mesma peregrinação em 2005, quando mais de mil pessoas morreram pisoteadas após um tumulto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.