Bush adverte que guerra pode ser "longa e difícil"

O presidente dos EUA, George W. Bush, vai se reunir ainda nesta sábado com o conselho de guerra na casa de campo de Camp David, onde está passando o fim de semana. Ele voltou hoje a prevenir a população norte-americana contra o "excesso de confiança". "Uma campanha num terreno duro em um vasto país poderia ser mais longa e mais difícil do que alguns previram", disse Bush no pronunciamento radiofônico transmitido aos sábados."Agora que o conflito começou, o único meio de limitar sua duração é exercendo uma força decisiva. Esta não será uma campanha mediana. É um combate pela segurança de nosso país e a paz mundial, e não aceitaremos outro resultado que não a vitória", afirmou, ressalvando que as "forças da coalizão farão todos os esforços para poupar a vida de civis inocentes".A reunião do conselho de guerra conta com a presença dos secretários de Estado, Colin Powell, e da Defesa, Donald Rumsfeld, da conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, e do diretor da CIA, George Tenet.Hoje também, Powell telefonou para o chanceler russo, Igor Ivanov - um dos mais críticos da intervenção militar anglo-americana - para pedir à Rússia que entre em acordo com os EUA sobre a definição do futuro do Iraque, tão logo o conflito termine, informou a agência russa Interfax. Nova pesquisa de opinião pública, realizada na quinta-feira, revela que o início do ataque ao Iraque provocou um salto no apoio a Bush na questão da guerra. Sondagem divulgada pelo diário The New York Times e a rede de TV CBS indica que 70% dos americanos aprovam o modo como Bush conduziu a crise iraquiana, o que representa um aumento de 19 pontos em dez dias. O porcentual dos que o desaprovam caiu 15 pontos, para 27%.Mas o levantamento aponta forte diferença de opinião entre partidários dos republicanos e dos democratas na avaliação da crise: 93% dos republicanos o aprovam e apenas 50% dos democratas. Veja o especial :

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