Bush anuncia coalizão de ajuda às vítimas do terremoto

Visivelmente incomodado com as críticas feitas na véspera por Jan Engeland, responsável pelas questões humanitárias das Nações Unidas, o presidente americano, George W. Bush, colocou-se nesta quarta-feira na primeira linha das operações de socorro às vítimas da catástrofe no Sudeste Asiático, anunciando a formação de uma coalizão internacional de ajuda - integrada inicialmente por EUA, Índia, Austrália e Japão.Quatro dias depois do terremoto que causou a série de tsunamis (ondas gigantes) que varreram vastas áreas de oito países asiáticos, Bush interrompeu suas férias em sua propriedade de Crawford, no Texas, para anunciar as ações de ajuda. A coalizão deve coordenar a distribuição dos fundos para financiar, em curto prazo, as operações humanitárias e, em longo prazo, a reconstrução das áreas afetadas.ComoçãoRespondendo especificamente às declarações de Engeland de que as nações ricas estavam sendo "avarentas" na concessão de ajuda, Bush disse que os EUA aportaram no ano passado US$ 2,4 bilhões em ajuda alimentar, financeira e humanitária para operações de ajuda após catástrofes naturais. "Isso representa 40% de toda a ajuda humanitária desse tipo aportada em todo o mundo", disse Bush. "Acho que essa pessoa que fez essa declaração se equivocou e está mal informada." "Laura (mulher de Bush), eu mesmo e todos os americanos estamos profundamente comovidos e tristes com as terríveis perdas de vidas resultantes do terremoto no Oceano Índico", prosseguiu Bush.O presidente lembrou que os EUA já haviam decidido destinar US$ 35 milhões para as ações humanitárias e enviaram barcos, aviões e unidades militares para participar das operações. Após as declarações de Engeland, o secretário de Estado, Colin Powell, veio à público para ressaltar que o montante anunciado poderia ser ampliado de acordo com a necessidade.Grande potências FMIAo mesmo tempo, vários países - principalmente Japão, Grã-Bretanha e Austrália - e a União Européia prometeram grandes doações para financiar a assistência imediata aos moradores das áreas mais atingidas pela tragédia.O Fundo Monetário Internacional (FMI) ofereceu amortizar o golpe financeiro dos países afetados, reajustando as datas de vencimento de parcelas das nações que têm contratos com a entidade. O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, propôs ao Clube de Paris uma moratória para a dívida externa da Indonésia e da Somália. A próxima reunião da entidade, que deve votar a proposta, será realizada no dia 10.

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