Bush anuncia novas sanções contra junta de Mianmá

EUA endurecem medidas econômicas e diplomáticas contra regime que impôs ?reinado de horror?

Nova York, O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

O presidente americano, George W. Bush, anunciou ontem novas sanções contra o regime militar de Mianmá, acusando-o de impor "um reinado de horror de 19 anos", e pediu a outros países que apóiem a luta pela democracia no país asiático, assim como no Afeganistão, Iraque e Líbano. "Os americanos estão indignados com a situação na Birmânia", disse Bush em seu discurso na Assembléia-Geral da ONU, usando o antigo nome de Mianmá. Ele pediu que todos os países "ajudem os birmaneses a obter sua liberdade"."Esta manhã estou anunciando uma série de passos para ajudar a levar uma mudança pacífica à Birmânia", disse Bush. "Os EUA endurecerão as sanções econômicas contra os líderes do regime e seus financiadores e ampliarão a proibição de visto aos responsáveis por violações atrozes dos direitos humanos, assim como a suas famílias", acrescentou. "Seguiremos respaldando os esforços de grupos humanitários que trabalham para aliviar o sofrimento na Birmânia e instamos a ONU e todos os países a usar sua influência diplomática e econômica para ajudar o povo birmanês a reivindicar sua liberdade."O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse aos participantes da Assembléia-Geral que o mundo está observando atentamente a situação em Mianmá. "Pedimos às autoridades em Mianmá que sejam comedidas e iniciem o diálogo com todos os partidos relevantes para um processo de reconciliação nacional sobre as questões que preocupam o povo de Mianmá", afirmou Ban, acrescentando que um enviado especial está a caminho de Rangum.Pressionada pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, a União Européia começou a discutir ontem em Bruxelas um possível endurecimento das sanções em vigor contra a junta militar birmanesa, para evitar que ela reprima violentamente os maiores protestos no país em quase 20 anos.O governo francês advertiu ontem a junta militar contra qualquer tentativa de "reprimir com o uso da força" as manifestações lideradas pelos monges. Um porta-voz da chancelaria francesa afirmou que a junta terá de prestar contas à comunidade internacional pela segurança dos manifestantes. A chancelaria convocou o encarregado de negócios de Mianmá em Paris para transmitir a mensagem e reiterar seu pedido de que todos os presos políticos sejam soltos, em particular a líder pró-democracia e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. ASSOCIATED PRESS, REUTERS, EFE E FRANCE PRESSE

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