Bush aplaude Sharon e cobra Arafat

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, "aplaudiu a decisão do governo israelense do primeiro-ministro Ariel Sharon?, de encerrar o cerco militar ao QG do líder palestino, Yasser Arafat, em Ramalah, disse o porta-voz de Bush, Ari Fleischer. ?O próximo passo agora quem deve dar é Arafat?.Neste domingo, o gabinete israelense aprovou por 17 votos a 8 proposta de Bush para permitir que Arafat tenha livre circulação entre a Cisjordânia e Gaza. Em troca, Arafat terá de entregar seis palestinos suspeitos do assassinato do ministro do Turismo israelense, Reehavam Zeevi, ocorrido em outubro, para custódia de guardas norte-americanos e britânicos. Arafat aceitou entregar os suspeitos, mas também impôs uma condição: o fim do cerco à Basílica da Natividade, em Belém.Um porta-voz militar israelense destacou que a retirada das tropas de Ramalah só ocorrerá quando os ?assassinos? tiverem sido entregues. Pela proposta de Bush, eles serão confinados numa prisão palestinas, vigiada por soldados norte-americanos e britânicos que só chegarão nesta segunda-feira a Israel. O presidente norte-americano apresentou o plano a Sharon no sábado.Outro funcionário da Casa Branca, que pediu para permanecer no anonimato, acrescentou que as atenções do presidente Bush estão voltadas agora para o líder palestino ?que tem mais uma chance para provar realmente sua disposição de combater o terrorismo?. Uma delegação chefiada pelo cônsul norte-americano em Jerusalém, Ronald Schlicher, está em Ramalah a fim de debater o plano com Arafat, que está cercado por tanques e soldados israelenses desde 29 de março.Os palestinos refugiados há 28 dias na Basílica da Natividade em Belém acusaram hoje Israel de ?privilegiar a resposta armada e a guerra psicológica de desgaste? ao fracassar na tentativa de negociação para pôr fim ao cerco. Uma nova sessão havia sido marcada para o fim da noite, mas os palestinos a estavam condicionando a uma permissão para entrega de comida. Contudo, as tropas israelenses interceptaram um grupo com mantimentos que tentava alcançar edifício.?Os israelenses dizem que negociam, mas, na realidade, estão apenas empenhados em ganhar tempo?, disse o chefe dos negociadores palestinos, Salah al Taamari. ?Não houve acordo?, lamentou ele depois de cinco horas de conversações.Cerca de 200 palestinos, 30 deles procurados por terrorismo pelos israelenses, estão no interior da basílica. Os israelenses querem julgar os suspeitos em Israel. ?Sharon colocou franco atiradores em posições estratégicas nos telhados de edifícios vizinhos, que dali atiram contra tudo o que se move?, disse o negociador palestino. No sábado, um jovem de 18 anos foi baleado no ombro e seu estado é grave.

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