Bush apóia medidas econômicas do Japão

O presidente norte-americano George W. Bush ofereceu forte apoio aos esforços do primeiro-ministro do Japão Junishiro Koizumi de reforma da economia de seu país e dos bancos. Em entrevista coletiva após o encontro dos líderes, Bush expressou confiança na liderança e estratégia de Koizumi para retirar o Japão da recessão e deflação.Koizumi afirmou que sua prioridade é reabilitar a confiança na economia japonesa, que atravessa um terceiro período de recessão em dez anos, mais de dois deles com queda nos preços os quais complicam os esforços do governo de eliminar os empréstimos podres dos bancos."Independente do fato de meu grau de aprovação estar elevado ou baixo, não desistirei de implementar as reformas estruturais", afirmou Koizumi. "Nós trataremos com firmeza a deflação e a estabilidade do setor financeiro", disse Koizumi. "Poderemos acelerar as reformas estruturais, mas não há possibilidade de atrasos", acrescentou."Estou confiante na habilidade de liderança deste homem, estou confiante em sua estratégia e estou confiante em sua habilidade para implementar sua estratégia", disse Bush. "É importante para o mundo que a segunda maior economia cresça", afirmou. "Isso ajudará a região e ajudará o mundo". Terrorismo - Na reunião, Bush tratou de acalmar os temores sobre a ação militar contra o Iraque, Irã e Coréia do Norte, países considerados pelos EUA como integrantes do ?eixo do mal?. Bush disse ao primeiro-ministro japonês que ?todas as opções estão sobre a mesa?, presumidamente incluindo ações militares para acabar com as redes terroristas desses países, além dos programas de desenvolvimento de armas de destruição em massa.?Além disso, não há nada mais a ser dito?, falou Bush bruscamente. Ele acrescentou que deseja resolver todos esses assuntos de forma pacífica.Ainda durante a entrevista coletiva, Koizumi disse que a luta contra o terrorismo não será interrompida e que o Japão continuará apoiando os Estados Unidos. Quanto ao provocativo rótulo ?eixo do mal?, Koizumi disse que o termo ?reflete uma resolução firme do presidente Bush e dos EUA contra o terrorismo?. Alta do dólar- Bush provocou alta do dólar em relação ao iene durante seu discurso na entrevista concedida junto ao primeiro-ministro japonês, após encontro entre ambos. Bush disse ter discutido "desvalorização" com Koizumi, levando traders a acreditar que este havia sido um inesperado sinal para intencionalmente enfraquecer o iene.Na seqüência, o dólar subiu a 132,80 ienes, mas a medida que o mercado chegou a conclusão de que se tratava de uma gafe do presidente norte-americano, o iene recuperou-se. Às 8h41 (de Brasília), o dólar valia 132,69 ienes. Na sexta-feira, fechou em 132,68 ienes.Bush disse que Koizumi demonstrou "igual ênfase" sobre as questões dos empréstimos podres, da desregulamentação e a "questão da desvalorização". No entanto, funcionários do governo dos EUA e do Japão afirmaram, segundo a agência Dow Jones, que o presidente norte-americano tinha intenção de dizer "deflação" e que ele e Koizumi não discutiram câmbio.Leia o especial

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