Bush assegura ajuda em investigação de ataques na Índia

Presidente americano ligou para o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, neste domingo

Efe

30 de novembro de 2008 | 19h53

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assegurou neste domingo, 30, ao primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, em uma ligação telefônica que pode contar com a colaboração do Governo americano na investigação dos atentados terroristas cometidos em Mumbai. Veja também:Comissário da Índia atribui ataques a grupo do PaquistãoÍndia acredita que terrotistas queriam matar cinco mil pessoas Em luto, Índia vive seu próprio '11 de setembro'Índia jamais cauterizou as feridas de 1947 Terroristas islâmicos de Mumbai não tinham 'remorso'Atentados prejudicam relações entre Índia e PaquistãoReunião de trabalho 'salva' brasileiro de atentados Ligação da Al-Qaeda com ataques na Índia é improvável Assista ao vídeo com cenas dos ataques Imagens de Mumbai     "O presidente Bush disse ao primeiro-ministro que deu ordens aos Departamentos de Defesa e de Estado e a outras agências federais para que dediquem todos os recursos e pessoal necessários a esta situação", afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe. Os atentados em Mumbai, que aterrorizaram a capital financeira de Índia durante três dias, causaram a morte de pelo menos 183 pessoas e feriram mais de 300. Entre as vítimas há vários estrangeiros, entre eles pelo menos cinco americanos, segundo o Departamento de Estado americano. Em sua conversa com o primeiro-ministro da Índia, Bush ressaltou este dado para garantir que todos na comunidade internacional trabalharão juntos "para perseguir os extremistas" que cometeram a onda de atentados em Mumbai, destacou Johndroe. O presidente transferiu assim pessoalmente ao chefe de Governo indiano o que tinha dito no sábado em uma declaração oficial, na qual tinha prometido "pleno apoio" durante a investigação dos atentados, os quais qualificou de um "assalto à dignidade humana". Em seu breve comparecimento perante a imprensa, assegurou também que os terroristas "não terão a última palavra". Na conversa telefônica de hoje, o líder americano também disse a Singh que "desta tragédia pode sair uma oportunidade para que os extremistas respondam à Justiça pelo que fizeram e para demonstrar que o mundo está comprometido com a luta contra o terrorismo". Bush aproveitou a ocasião para reiterar ao primeiro-ministro da Índia sua solidariedade e lhe expressou de novo suas "profundas" condolências pelas vítimas dos atentados, relatou o porta-voz. O presidente americano esteve bastante atento à situação em Mumbai. No sábado, ele convocou uma reunião por videoconferência para tratar do tema com membros do Conselho de Segurança Nacional, entre eles a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e com o embaixador americano na Índia, David Mulford, assim como com o cônsul geral em Mumbai, Paul Folmsbee.

Tudo o que sabemos sobre:
Índiaatentados

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.