Bush avalia resultados do primeiro dia de guerra

O presidente americano, George W. Bush, reuniu-se logo cedo com a conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, para ouvir um relato da operação militar no Iraque e avaliar os resultados iniciais. Em sua primeira aparição em público depois do início da guerra, Bush não comentou os desdobramentos.Trinta carros de polícia vigiavam a principal entrada da sede do governo, cuja segurança foi reforçada nos últimos dias, por causa da intervenção militar no Iraque. Cerca de 50 pacifistas permaneciam diante da Casa Branca gritando slogans contra a guerra. As forças de segurança bloquearam o acesso para pedestres e manifestantes na avenida que conduz ao prédio."Não há dúvida de que enviamos os melhores de nossos cidadãos para uma situação do perigo. Eles se saíram bem, com grande habilidade e grande bravura", disse Bush, depois de uma reunião de gabinete na qual expressou confiança na realização dos objetivos do país no ataque, disseram altos funcionários. Mesmo com a oposição de importantes líderes mundiais à guerra sem o endosso do Conselho de Segurança da ONU, Bush disse estar agradecido pelo apoio de "mais de 40 nações".Numa breve conversa com repórteres, ele destacou assuntos domésticos, como as mudanças no sistema de saúde, a educação e a economia - numa clara indicação à população de que governo não vai deixar de lado os problemas internos do país. Altos funcionários disseram que, na reunião do gabinete, Bush fez um chamado aos membros da administração para manterem o foco nos assuntos domésticos da agenda.O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, declarou aos jornalistas que Bush não vai ficar na posição de um "comentarista" diário dos fatos da guerra. O presidente americano fez vários telefonemas para líderes mundiais, segundo Fleischer, que não deu os nomes dos interlocutores nem os detalhes da conversas. Mas agências de notícias assinalaram que ele telefonou para os dirigentes do Egito, Catar e Bahrein - todos países árabes."O presidente compreende e respeita os pensamentos daqueles que discordam (do ataque), mas os EUA e a coalizão dos determinados (denominação dada pela Casa Branca ao grupo de aliados na guerra) não será dissuadida de sua missão de desarmar Saddam Hussein", disse o porta-voz, comentando as reações de protesto de vários países, entre os quais China, Rússia, França e Alemanha.Hoje, a Casa Branca informou que o número 2 no seu Conselho de Segurança Nacional, Rand Beers, renunciou ao cargo "por questões de saúde". Ele era o encarregado da luta antiterrorista no conselho e, em agosto, passara a chefiar o Departamento Antiterrorismo no Ministério da Defesa. Fontes próximas indicaram que Beers deixou o posto por considerar que o governo não deu suficiente atenção e recursos ao combate ao terror.No Congresso, republicanos e democratas planejavam hoje a aprovação de uma resolução dando apoio às forças americanas e a Bush, na condução do conflito. "Nós podemos ter tido diferenças de opinião, mas o presidente é o comandante-chefe. Hoje nós estamos unidos em torno dele, e bem", disse o líder no Senado do oposicionista Partido Democrata, Tom Daschle. Na segunda-feira, Daschle criticara a diplomacia americana, por não ter obtido apoio da ONU sobre o Iraque.Veja o especial :

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