Bush barra ajuda ao Egito

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, notificou seu colega egípcio, Hosni Mubarak, que fará oposição a qualquer nova ajuda adicional ao Egito para protestar contra a condenação a um defensor dos direitos humanos. O Egito respondeu energicamente. "Nós não cedemos a pressões", disse Ahmed Maher, ministro das Relações Exteriores. "Todos sabem disso." Saad Eddin Ibrahim, um professor universitário com passaportes egípcio e norte-americano, foi condenado no mês passado por acusações de fraude, recebimento de financiamento estrangeiro sem permissão e por ferir a imagem do Egito, um aliado dos Estados Unidos. Ele foi sentenciado a sete anos de prisão num caso que chamou a atenção de grupos internacionais de defesa dos direitos humanos. O Departamento de Estado dos EUA informou estar "profundamente desapontado" com a condenação. Ontem, Sean McCormack, um porta-voz da Casa Branca, comentou: "Manifestamos ao Egito nossa profunda preocupação." A carta de Bush não contempla o bloqueio da ajuda econômica e militar anual norte-americana de US$ 2 bilhões ao Egito. Também não foi anunciado recentemente nenhum auxílio ao país. No entanto, Israel está prestes a receber US$ 200 milhões em assistência "antiterrorista" e o Egito também deveria ser contemplado com a ajuda especial. Maher lembra que o sistema judiciário egípcio é independente do governo "e pedimos a todos que respeitem nosso judiciário da mesma forma que respeitamos os seus".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.