Bush buscará apoio do Congresso para ação no Iraque

Após encontro com principais líderes do Congresso, o presidente americano George W. Bush prometeu buscar aprovação do Congresso para qualquer ação contra o Iraque. E disse que buscará também o apoio de seus principais parceiros internacionais para lidar com a questão.Bush sustentou que não definiu uma linha de ação. Mas repetiu a afirmação que vem fazendo há meses, de que Saddam Hussein é "uma séria ameaça" ao mundo. "Em tempo apropriado, a administração irá ao Congresso para buscar a aprovação para tomar a ação necessária contra tal ameaça", disse Bush. "Uma das coisas que deixei claro foi que não fazer nada em relação tal ameaça não é uma opção", afirmou Bush. Apoio externo Bush disse que receberá o primeiro-ministro britânico Tony Blair, sábado, na residência presidencial de Camp David, e falará com o primeiro-ministro do Canadá, Jean Chretien, na segunda-feira. Além disso, Bush afirmou que apresentará argumentos contra Saddam Hussein durante seu discurso na reunião da Assembléia Geral das Nações Unidas em meados de setembro. "Direi claramente o que penso às Nações Unidas", afirmou Bush. Ele informou que manterá contato telefônico com os líderes da Rússia, China e França, os quais possuem assento permanente com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. Bush não descartou a possibilidade de reintrodução dos inspetores de armas das Nações Unidas, mas acrescentou que as inspeções de armas não são solução. "A questão não são os inspetores; a questão é o desarmamento. Este é um homem que disse que não se armaria. Este é um homem que disse ao mundo que não faria armas de destruição em massa. Esta é a questão primária", afirmou.O primeiro-ministro Tony Blair fez ontem um discurso muito semelhante aos que Bush tem feito sobre o Iraque (clique aqui). Já o primeiro-ministro da Alemanha, Gerhard Schöder, respondeu hoje duramente ao pronunciamento de Blair dizendo que a Alemanha se opõe firmemente a um ataque militar ao Iraque (clique aqui).Diálogo sérioO presidente Bush disse que o encontro com os líderes do Congresso deve ser visto como o início de um diálogo sério em relação ao Iraque e sobre quais opções são disponíveis aos Estados Unidos. "Saddam Hussein é uma séria ameaça?, repetiu. ?É um problema significativo. E é algo com o qual este país deve lidar. E hoje o processo se inicia, sobre como abrir o diálogo com as autoridades eleitas e então com o povo americano sobre nosso futuro e como melhor tratar o assunto", disse. O presidente acrescentou que pedirá as autoridades para participar totalmente das discussões sobre o Iraque. Antes de novembroO líder republicano da Câmara, Dennis Hastet, disse que Bush prometeu buscar autorização da Câmara e do Senado para a utilização da força contra o Iraque, se necessário. Hastert acrescentou que tal resolução seria discutida antes das eleições de meio mandato, que serão realizadas em novembro.

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