Bush chega à Coréia do Sul para iniciar giro pela Ásia

Protestos pró e contra EUA marcam chegada ao país; pauta inclui desmantelamento nuclear norte-coreano

Agência Estado e Associated Press,

05 de agosto de 2008 | 09h41

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, desembarcou nesta terça-feira, 5, em Seul e deu início a um giro pela Ásia que o levará à abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. Protestos marcaram o início da visita, que foca livre-comércio entre os dois países e o desmantelamento nuclear norte-coreano.   A chegada de Bush a Seul foi marcada por duas grandes manifestações, uma contra e outra a favor da presença do líder americano. Ambas reuniram mais de 20 mil pessoas e obrigaram a polícia local a destacar mais de 18 mil homens para evitar confrontos.   Na quarta, Bush se reunirá com o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, pela terceira vez desde que este assumiu o poder, em Fevereiro. No topo da lista de discussão entre os presidentes está o programa nuclear bélico da Coréia do Norte, em processo de desmantelamento. Antes de tirar a Coréia do Norte de uma lista de Estados acusados de "patrocinar o terrorismo", a Casa Branca exige que Pyongyang aceite os procedimentos de verificação do desmantelamento de seus programas nucleares.   Lee, um político conservador pró-americano, elegeu-se com a promessa de melhorar as relações entre Seul e Washington, abaladas depois de uma década de governos liberais na Coréia do Sul. Bush chama Lee de amigo, o que pode ser considerado bom se for levada em conta a pauta repleta de assuntos delicados a ser tratada pelos dois presidentes antes de Bush embarcar para a Tailândia e depois seguir viagem com destino à China.   Agradecido pela colaboração da Coréia do Sul durante a ocupação do Iraque, Bush também tentará persuadir Lee a contribuir com mais tropas no Afeganistão para fazer frente a uma ressurgência da milícia fundamentalista islâmica Taleban.   Também na agenda estão os esforços de ambos os presidentes para convencer os respectivos parlamentos a aprovar um acordo de livre comércio que, estima-se, elevaria em 25% as transações bilaterais. Mas como os acordos de livre comércio que Bush pretende homologar com Colômbia e Panamá estão parados no Congresso dos EUA, considera-se improvável que um pacto comercial entre Washington e Seul saia ainda este ano.

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