Bush compara ´guerra ao terror´ à independência dos EUA

O presidente George W. Bush comparou nesta segunda-feira, 19, a guerra travada pelos EUA contra o terrorismo à luta do país pela independência, há mais de 200 anos. Bush visitou o terreno onde George Washington, comandante daquela guerra, viveu e morreu. O local, coberto de neve, atualmente é uma popular atração turística. Ao lado da primeira-dama, Laura, e acompanhado por uma guarda de honra usando uniformes da época, Bush depositou uma coroa de flores no túmulo do primeiro presidente dos EUA, marcando o feriado do Dia dos Presidentes, que celebra o nascimento de Washington, há 275 anos. Diante da mansão de Monunt Vernon, Virginia, dividindo o cenário com um ator caracterizado como o general George Washington, Bush disse que a liderança de seu antecessor na Guerra Revolucionária inspirou várias gerações de americanos a "se erguerem pela liberdade em sua própria época". "Hoje, lutamos uma nova guerra para defender nossa liberdade, nosso povo e nossa forma de vida. E, conforme trabalhamos para promover a causa da liberdade em todo o mundo, lembramos que o pai do nosso país acreditava que as liberdades que garantimos na nossa revolução não serviam só para os norte-americanos." "Certa vez ele escreveu: ´Meus melhores desejos ficam irresistivelmente excitados sempre e quando em qualquer país eu vejo uma nação oprimida desfraldar as bandeiras da liberdade", acrescentou Bush. O presidente atualmente mantém uma impopular guerra no Iraque, para onde pretende enviar mais 21,5 mil militares - o que foi criticado na semana passada em uma resolução da Câmara. Bush teme que o Congresso retire verbas dos militares, o que pode acontecer quando os parlamentares votarem nas próximas semanas o seu pedido orçamentário de US$ 100 bilhões para os conflitos do Iraque e do Afeganistão.

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