Bush conclama árabes à ''''ação rápida'''' contra Irã

Em Abu Dabi, presidente dos EUA pede aliança para conter Teerã ?antes que seja tarde?

AP, Abu Dabi, O Estadao de S.Paulo

14 de janeiro de 2008 | 00h00

O presidente americano, George W. Bush, elevou ontem o tom da disputa com o Irã e conclamou os Estados árabes a unirem-se para enfrentar a ameaça "antes que seja tarde demais". Durante discurso em Abu Dabi - escala de seu giro de oito dias pelo Oriente Médio -, Bush reiterou que o Irã é hoje "a maior ameaça à segurança mundial". Ele apresentou uma longa lista de acusações contra Teerã, incluindo a de que financia ações terroristas pelo mundo, ameaça a estabilidade no Líbano, envia armas para para o grupo radical Taleban, no Afeganistão, intimida os países vizinhos e desafia a ONU ao recusar-se a dar informações sobre seu programa nuclear (veja box). "O Irã é o principal patrocinador do terror", acusou Bush.A tensão entre os EUA e o Irã voltou a crescer após o incidente, no dia 6, entre lanchas da guarda costeira iraniana e navios militares americanos no Estreito de Ormuz. Os EUA afirmam que as embarcações do Irã aproximaram-se de seus navios de forma ameaçadora, acusação rejeitada por Teerã. No discurso de ontem, Bush aproveitou ainda para voltar a pedir mais democracia na região. "Não podemos esperar que as pessoas acreditem na promessa de um futuro melhor se elas são presas por protestar pacificamente contra seu governo. E não é possível criar uma nação moderna e confiante onde a população não pode fazer críticas legítimas", afirmou o líder americano, que, no entanto, evitou citar nomes de países, tentando não se desgastar com aliados, como o Egito. A disputa entre ativistas egípcios pró-democracia e o governo do presidente Hosni Mubarak, no cargo desde 1981, há tempos é alvo de críticas da comunidade internacional. O governo dos Emirados Árabes também é criticado por vários grupos de defesa de direitos humanos.Bush pediu aos líderes árabes que apóiem o "frágil governo de Israel", assim como as negociações de paz entre israelenses e palestinos. "Os líderes de ambos os lados terão difíceis decisões pela frente, mas chegou a hora de palestinos e israelenses conviverem em paz", disse o presidente.

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