Bush condena assassinato de repórter

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou nesta sexta-feira (horário de Pequim) o assassinato do jornalista seqüestrado Daniel Pearl nas mãos de extremistas islâmicos, afirmando que crimes deste tipo "apenas aumentam a determinação dos EUA" de combater o terrorismo. Com uma expressão de pesar, Bush falou de seu hotel em Pequim no último dia de sua visita de seis dias à Ásia. "Laura, eu e o povo norte-americano estamos profundamente consternados com a perda de Daniel Pearl", afirmou Bush. "Estamos realmente tristes por sua mulher, seus pais, parentes, amigos e colegas, que durante semanas ainda mantiveram esperanças de que ele pudesse ser encontrado vivo." A mulher de Pearl, Mariane, está grávida de sete meses de seu primeiro filho. Bush manifestou uma simpatia especial por este bebê que ainda está por nascer, "que agora só vai saber de seu pai através da memória dos outros". "Todos os norte-americanos estão tristes e com raiva do assassinato", disse Bush. "Que Deus abençoe Daniel Pearl." Lembrando da presença, em outros países, de outros jornalistas norte-americanos, diplomatas e funcionários humanitários, Bush advertiu aos seqüestradores em potencial que não provoquem os EUA com ataques e mais seqüestros. "Aqueles que ameaçarem os Estados Unidos, aqueles que se engajarem em atos criminosos e bárbaros precisam saber que esses crimes apenas prejudicam a sua causa, e somente fazem aumentar a determinação dos EUA de limpar o mundo desses agentes do terror", afirmou Bush.

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