Bush condena farsa e prepara sanções contra Zimbábue

Conselho de Segurança da ONU também critica eleições e diz que não houve condições para pleito justo

AP

28 de junho de 2008 | 12h37

O presidente norte-americano, George W.Bush,  disse que prepara resoluções contra o governo do Zimbábue, que realiza contagem de votos de eleição presidencial neste sábado, 28. O atual presidente, Robert Mugabe, tem a vitória garantida após o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, ter boicotado o segundo turno da eleição. Bush disse que a presidência ocupada pelo presidente há quase 30 anos é um desrespeito à democracia e direitos humanos.   Veja Também: Robert Mugabe, líder do Zimbábue há quase 30 anos Mugabe é acusado de intimidar rivais ONG acusa governo do Zimbábue de violar processo eleitoral   O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) disse lamentar profundamente a decisão do governo do Zimbábue de seguir em frente com a eleição presidencial no país.   O embaixador americano na ONU, Zalmay Khalilzad, leu uma declaração do CS que dizia que todos os integrantes "concordaram que não existiam condições para eleições livres e justas e que lamentavam que o pleito seguiu em frente nestas circunstâncias".     Críticas da comunidade internacional A União Européia  também criticou a votação  e disse que ela não tem sentido. A Secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou que quer entrar com uma resolução no Conselho de Segurança da ONU na semana que vem para enviar uma mensagem de repreensão a Mugabe. "Houve um sentimento forte... de que o que está acontecendo no Zimbábue é simplesmente inaceitável no século 21 e isto não pode ser ignorado pela comunidade internacional", afirmou Rice. Ela acrescentou que os Estados Unidos vão fazer tudo para forçar a aprovação de sanções ao governo de Mugabe. Ministros do Exterior do G8, reunidos no Japão, disseram que não podem aceitar a legitimidade de um governo no Zimbábue "que não reflita a vontade do povo zimbabuano". Segundo o G8, violência, obstrução e intimidação tornaram uma eleição livre e justa no país impossível. Já o presidente da comissão da União Africana, Jean Ping, disse que democracia e direitos humanos são valores compartilhados por todos os países do grupo e que os líderes africanos podem encontrar uma solução para os problemas do Zimbábue. "Nós estamos aqui exercendo o papel de guardiães destes valores, então quando vemos que houve violações de alguns destes valores compartilhados, é nosso dever reagir e convocar alguns de nossos integrantes para resolver o problema", afirmou Ping no Egito, onde será realizada uma conferência da União Africana na semana que vem. Mugabe deve participar da reunião e, de acordo com o correspondente da BBC em Johannesburgo, o presidente pretende declarar sua vitória antes de deixar o país para o Egito. (Com Reuters)

Mais conteúdo sobre:
Zimbábue

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.