Bush confirma Gonzales, autor da base legal para tortura

O presidente dos EUA, George W. Bush, nomeou o advogado da Casa Branca e principal consultor jurídico, Alberto Gonzales, para substituir o secretário (ministro) da Justiça John Ashcroft. "Seu intelecto aguçado e juízo sólido ajudaram a moldar nossas políticas na guerra ao terror", disse o presidente. Gonzales, texano de origem mexicana, de 49 anos, foi procurador-geral do Texas quando Bush era governador, secretário de Estado e juiz da Suprema Corte estadual. Em 2002, Gonzales redigiu o memorando segundo o qual os mais de 600 prisioneiros que tinham sido levados para a base americana de Guantánamo, em Cuba, estavam num limbo jurídico que os punha à margem das garantias da Convenção de Genebra, que proíbem maus-tratos a prisioneiros. Num esforço de relativizar as liberdades civis frente às necessidades da guerra ao terror, Gonzales defende a tese de que convenções e tratados sobre tortura não se aplicam no caso de presos acusados de terrorismo. Essas teses foram apresentadas como peça de defesa pelos advogados de militares acusados de torturar presos iraquianos em Abu Ghraib.

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