Bush considera "inaceitáveis" comentários de Sharon

A Casa Branca criticou o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, por ele ter acusado a administração Bush de estar agradando aos palestinos para conseguir apoio árabe para sua campanha antiterrorista. "Os comentários do primeiro-ministro são inaceitáveis", disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. "Israel não tem um aliado e amigo mais forte no mundo do que os Estados Unidos", acrescentou. "O presidente Bush é um amigo especialmente próximo de Israel. Os Estados Unidos vêm trabalhando há meses para pressionar as partes para porem fim à violência e retornar ao diálogo político. Os Estados Unidos vão continuar a pressionar tanto Israel quanto os palestinos para seguirem em frente", disse. Sharon havia dito ontem que os EUA não devem "repetir o lamentável erro de 1938, quando as democracias iluminadas da Europa decidiram sacrificar a Checoslováquia por uma solução temporária conveniente". O primeiro-ministro israelense fez essa declaração pouco depois de Bush e o secretário de Estado, Cloin Powell, dizerem que qualquer negociação entre israelenses e palestinos deve incluir a discussão da criação de um Estado palestino. Fleischer afirmou que Bush ficou descontente com as declarações de Sharon, e que o descontentamento do presidente foi comunicado a Israel através de autoridades da Embaixada americana no Estado judeu, do Conselho Nacional de Segurança e do Departamento de Estado. Horas depois das declarações de Sharon, tropas israelenses apoiadas por tanques capturaram duas vizinhanças palestinas em Hebron, matando cinco palestinos e pondo virtualmente fim a um cessar-fogo que os dois lados haviam firmado no mês passado.

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