Bush costura alianças contra o "terror" em Santiago

Pela primeira vez depois de reeleito, o presidente americano George W. Bush pediu, ontem no Chile, o apoio direto a outros líderes mundiais para a chamada guerra contra o terrorismo e o desarmamento nuclear. Bush e os líderes da China, Hu Jintao; da Rússia, Vladimir Putin; do Japão, Junichiro Koizumi; e da Coréia do Sul, Roh Moo Hyun; entre outros, participam neste fim de semana do encontro do Fórum de Cooperação Econômica Ásia?Pacífico (Apec, na sigla em inglês), que reúne países com acesso ao Oceano Pacífico. Apesar do cárater do fórum ser mais econômico e comercial, o diretor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) no Chile, Cláudio Fuentes, disse que o encontro está servindo de palco para Bush defender a sua luta contra o que ele define como terrorismo. Ao chegar para o primeiro compromisso oficial da Apec, um almoço oferecido pelo presidente chileno, o socialista Ricardo Lagos, Bush mostrou-se sorridente, deu um forte abraço em Lagos, e acenou várias vezes para os fotógrafos e cinegrafistas.IncertezaBush e Lagos não se encontravam desde que o Chile votou contra a invasão do Iraque no Conselho de Segurança da ONU. "Há uma grande incerteza no mundo em relação à política internacional que será adotada pelo presidente americano no seu segundo mandato, depois da saída de Colin Powell e outros?, disse Fuentes, que participa das reuniões paralelas da Apec."Essa aliança contra o terrorismo é certamente o que mais interessa a Bush, que já recebeu uma declaração pública de apoio da Rússia. Mas ainda espera que a China e o Japão sigam o mesmo exemplo", afirmou Fuentes. Para ele, os diáologos em Santiago podem ser determinantes para a geopolítica mundial daqui para frente.Além do terrorismo, tema imposto pela diplomacia americana neste encontro, a pauta da Apec está concentrada nos próximos passos para que se chegue a uma zona de livre comércio nos países com acesso ao Pacífico. Como destacou o diretor do Instituto de Liberdade e Desenvolvimento, Cristián Larroulet, a Apec prevê duas etapas para criação desta zona de livre comércio que, aliás, reúne economias que representam 60% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. A primeira etapa prevê a adesão dos países industrializados. A adesão do Chile está incluída nesta fase, que vai até 2010. O prazo para a incorporação de economias menos desenvolvidas vai até 2020.BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

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