Bush dá US$ 1 milhão para luta antiterror na Tríplice Fronteira

O governo norte-americano está preocupado com as atividades islâmicas na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, na Tríplice Fronteira. Segundo o jornal The New York Times, a administração Bush aumentou os trabalhos para treinar investigadores nos três países, melhorar a troca de informações, fazer valer a legislação antiterrorismo e reforçar o controle nas fronteiras. O Departamento de Estado dos EUA alocou US$ 1 milhão para estes objetivos. Um funcionário do governo norte-americano descreve a região, que tem uma grande comunidade árabe, como acolhedora para as atividades militantes islâmicas. O chefe da unidade antiterrorismo do Despartamento de Estado, Cofer Black, passou esta última semana na região, mantendo contatos com os três países. Para o governo dos EUA, a região é um centro de operações ilícitas como o comércio de drogas, a venda de CDs e programas de computador piratas, brinquedos e armas falsificadas, o que a torna lugar ideal para grupos terrorisas levantarem dinheiro e esconder pessoas. O funcionário da administração Bush enfatizou hoje que os EUA não têm evidências concretas que a Al Qaeda opera na Tríplice Fronteira, mas afirmou que o Hezbollah e o Hamas usam a região para levantar fundos. O funcionário sugeriu que as operação do Hezbollah podem favorecer a Al Qaeda, ou mesmo que a Al Qaeda pode operar na região, lembrando que posters de turismo com imagens de Foz do Iguaçu foram achados dentro de casas de terroristas no Afeganistão. Ele também disse acreditar que Hezbollah e outros grupos militantes terroristas não têm células teroristas na área e que a região não deve ser alvo de ataques justamente por ser uma lucrativa fonte de rendas, mas não descartou o risco de um eventual atentado às cidades da Tríplice Fronteira.

Agencia Estado,

21 Dezembro 2002 | 18h22

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