Bush defende assassinato com míssil no Iêmen

O presidente americano, George W. Bush, disse que os terroristas são assassinos e como tal serão tratados pelos Estados Unidos. Ele se referia à morte, domingo, no Iêmen, de seis supostos membros da Al-Qaeda que estavam num jipe, destruído por um míssil disparado de um avião teleguiado americano Predador - na primeira operação contra a rede terrorista do saudita Osama bin Laden fora do Afeganistão."Para caçar os terroristas é preciso ter paciência e constância, e é exatamente isso que os Estados Unidos estão fazendo", disse o presidente americano.Pouco depois da declaração de Bush, um porta-voz do Pentágono confirmou que a CIA (Agência Central de Inteligência) incumbiu-se da tarefa. Até então, o governo americano vinha mantendo silêncio sobre a autoria do ataque ao jipe que teria, entre seus ocupantes, Qaed Senyan al-Harthi, homem de confiança de Bin Laden. Também conhecido como Abu Ali, ele estaria, segundo a CIA, envolvido no ataque de outubro de 2000, no porto de Áden, ao contratorpedeiro americano Cole, ato que causou a morte de 17 marinheiros.O governo iemenita não comentou as informações divulgadas em Washington nem revelou a identidade dos mortos. Limitou-se a indicar, em comunicado oficial, que investiga as causas da explosão. Mas um funcionário do Ministério do Interior iemenita, que pediu para permanecer no anonimato, destacou que as autoridades locais conheciam o paradeiro de Abu Ali e passaram as informações para a CIA. Segundo essa fonte, foram encontrados no jipe atingido vestígios de explosivos e equipamentos de comunicação danificados pela explosão.

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