Bush defende liberdade religiosa no Vietnã

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu a liberdade religiosa no Vietnã, após assistir a uma missa na igreja de Cua Bac, em Hanói. Bush, cristão fervoroso e muito interessado na liberdade de culto, se declarou "comovido" com a missa, que teve hinos e leituras da Bíblia, além de cânticos e orações em vietnamita. Cerca de 450 fiéis católicos e protestantes assistiram ao serviço na igreja, erguida em 1927 durante o mandato colonial francês. Em breves declarações ao término da celebração, Bush expressou sua comoção pela "beleza do momento", e afirmou que qualquer país deve permitir que "seus cidadãos possam praticar a fé que preferirem". "Uma sociedade sadia é uma sociedade que respeita as liberdades fundamentais, e não há liberdade mais fundamental que a de praticar sua fé", afirmou. O presidente americano se encontra no Vietnã para participar da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, sigla em inglês). "Minha esperança é que o povo de todo o mundo possa expressar sua liberdade religiosa", disse. Até a última semana, o Vietnã fazia parte da lista do Departamento de Estado dos países sem liberdade religiosa. Calcula-se que 8% dos vietnamitas - seis milhões do total de 83 milhões que compõe a população - são católicos, uma religião introduzida no país pelos missionários portugueses no século XVI, e que se consolidou durante a colonização francesa. O protestantismo é um fenômeno muito mais recente, que começou em 1911 com a chegada de um evangelizador canadense. O número oficial de fiéis no Vietnã é de 500 mil, mas as igrejas alegam que os seguidores chegam a 1,6 milhão. A maioria dos protestantes no Vietnã pertence a minorias étnicas nas montanhas do nordeste e no centro do país.

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