Bush defende Nafta e pressiona por votação sobre Colômbia

O presidente dos EUA, George W.Bush,criticou na quinta-feira os pré-candidatos democratas àsucessão dele por sugerirem que o país poderia desistir doAcordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) econclamou o Congresso a incentivar as exportaçõesnorte-americanas aprovando um acordo comercial com a Colômbia. "Há vários agricultores e empresários, pequenos e grandes,que se beneficiam de ter um mercado em nossa vizinhança. Aidéia da retirada unilateral de um tratado porque se tenta,como vocês sabem, conseguir popularidade não é uma idéiasensata", disse Bush, durante uma entrevista coletiva concedidana Casa Branca. Durante um debate da campanha presidencial ocorrido nocomeço da semana em Ohio, a senadora Hillary Clinton e osenador Barack Obama, que disputam a vaga do Partido Democratapara a eleição presidencial de novembro, criticaram o Nafta. Os dois afirmaram que os EUA poderiam descartar o tratadocaso o México e o Canadá não aceitassem renegociar os termos doacordo para as áreas trabalhista, ambiental e financeira. Os senadores democratas respondiam à opinião predominanteem Ohio de que o Nafta, selado 14 anos atrás, é o responsávelpor grande parte do corte em postos de trabalho verificado naregião, que realiza suas prévias democratas na terça-feira. Essa disputa vem sendo apontada como fundamental paradefinir o candidato do partido à eleição de novembro. Bush avisou que a retirada do pacto prejudicaria osagricultores e empresários norte-americanos que exportam cercade 380 bilhões de dólares em mercadorias para o Canadá e oMéxico todos os anos e afirmou que os EUA precisavam honrarseus compromissos comerciais. Autoridades canadenses e mexicanas também se mostraramalarmadas com a idéia de renegociar o pacto. "Seria como jogar uma chave de fenda dentro das engrenagensdo motor da competitividade na América do Norte", afirmouArturo Sarukha, embaixador mexicano nos EUA, ao jornalFinancial Times. Bush alertou ainda que a eventual rejeição pelo Congressonorte-americano de um pacto comercial impopular selado com aColômbia poderia prejudicar os interesses dos EUA no setor desegurança e disse esperar que os legisladores confirmem acordoem breve. "A votação sobre o comércio livre com a Colômbiaaproxima-se", afirmou Bush. O país latino-americano já conta com isenção dos impostosalfandegários para a maior parte dos seus produtos, segundoprevê um acordo de privilégio comercial selado no começo dosanos 90. O tratado em discussão tornaria permanente esses benefíciose estipularia a redução paulatina dos impostos alfandegários daColômbia para as exportações norte-americanas. Congressistas democratas afirmaram que os colombianosprecisam realizar mais avanços na redução da violência contrasindicalistas e prender os responsáveis por esses atos antesque os EUA assinem o pacto. Tanto Obama quanto Hillary opõem-se a votar sobre o tratadocom a Colômbia neste momento.

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