Bush defenderá plano de mísseis na viagem à Ásia

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que fará uma viagem de seis dias à Ásia, adiada em virtude dos ataques de 11 de setembro, vai defender para os chineses os planos de defesa com mísseis, e fazer pressão contra o tráfico de mísseis da Coréia do Norte, afirmou a assessora para assuntos de segurança nacional. "Acreditamos que a Coréia do Norte esteja exportando para qualquer um que queira comprar", disse Condoleezza Rice aos repórteres numa entrevista na quinta-feira, na qual falou sobre a viagem de Bush. O presidente e a primeira-dama, Laura Bush, partem no sábado de manhã. Bush também vai procurar assegurar novamente à China que o país não tem nada a temer em relação aos planos dos EUA para estabelecer um sistema de defesa de mísseis. As autoridades chinesas advertiram que Pequim pode responder com a fabricação de mais mísseis nucleares, tentando torná-los mais sofisticados. "Nosso programa de defesa com mísseis é defensivo por natureza. Não está direcionado a ninguém", garantiu Rice.O presidente está contando com o governo chinês para transmitir a toda a China os principais temas da viagem, um discurso e uma breve sessão de perguntas e respostas com estudantes da Universidade Qinghua, na próxima sexta-feira. Em sessões privadas, Bush vai pressionar o presidente Jiang Zemin e outros líderes chineses para que eles respeitem os direitos humanos e a liberdade religiosa.Bush vai usar a estadia de dois dias em Tóquio para conclamar o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, a se ater ao programa de reformas que visa a colocar a economia nipônica nos eixos.

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