Bush discursa e pede a Obama que ''não baixe a guarda''

A cinco dias de deixar o poder, o presidente dos EUA, George W. Bush, defendeu ontem, num discurso de despedida, o desempenho de seu governo na área da política externa - seja na guerra do Iraque ou nos impasses nucleares com Irã e Coreia do Norte . "Deixamos o mundo mais livre e mais seguro", afirmou, recomendando à futura administração de Barack Obama que "não baixe a guarda na luta contra o terrorismo". "Nossos inimigos são pacientes e estão decididos a atacar de novo", afirmou. "Nosso país está equipado com novas ferramentas para supervisionar os movimentos terroristas, congelar seu financiamento e destruir suas tramas", disse. "Com firmes aliados ao nosso lado, levamos a luta ao território dos terroristas e daqueles que os apoiam." Os EUA "passaram mais de sete anos sem um novo atentado terrorista (depois dos ataques do 11 de Setembro)", lembrou. Bush desejou sucesso a Obama, "um homem cuja história reflete a promessa duradoura de nossa terra". Os EUA, concluiu o governante em fim de mandato, "devem manter sua clareza moral".Horas antes, durante uma cerimônia no Departamento de Estado, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, havia feito uma série de elogios ao chefe. "O julgamento da História raramente é o mesmo das manchetes de hoje", disse Condoleezza. Bush deixa o cargo com uma das menores taxas de aprovação popular da história americana, com cerca de 25%.

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