Bush discute fim da violência em Gaza com Olmert

Telefonema foi feito em meio a indicações de que Israel não está interessado em aceitar cessar-fogo

AE-AP, Agencia Estado

31 de dezembro de 2008 | 16h03

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, discutiu com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, meios para "acabar com a violência" no Oriente Médio, de acordo com informações da Casa Branca. "Ambos discutiram seu desejo mútuo" de paz, disse o porta-voz da presidência, Gordon Johndroe. Ele afirmou que o presidente norte-americano conversou por telefone com o líder israelense nesta manhã, de seu rancho em Crawford, no Texas.       Veja também: Israel nega sugestão de trégua de 48 horas na Faixa de Gaza Militares israelenses sugerem trégua em Gaza Em Curitiba, palestino não pode voltar para casa  Lula: ONU não tem coragem para pôr paz em Gaza  Egito recusa abertura da fronteira com a Faixa de Gaza Israel rejeita trégua e diz que esta é 'só a 1ª fase' UE pede a Israel e Hamas que suspendam ataques   Lapouge: Israel quer restabelecer orgulho militar   Sete mil se alistam no Irã para atentados suicidas contra Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Veja imagens de Gaza após os ataques   O telefonema foi feito em meio a novas indicações de que Israel não está interessado em aceitar os pedidos dos EUA, da União Européia (UE) e de países por um cessar-fogo de dois dias. Bush expressou preocupação com os ataques na Faixa de Gaza e em Israel e com as mortes de civis. Johndroe disse que Olmert deu a Bush garantias de que Israel está concentrando seus ataques no território governado pelo grupo islâmico Hamas e que tenta não atingir civis.Perguntando especificamente sobre qual preocupação do presidente norte-americano expressou em relação à violência dos últimos dias, Johndroe afirmou que "o presidente Bush está desapontado com a continuação dos disparos de mísseis pelo Hamas sobre o povo inocente de Israel"."Nós queremos ver um cessar-fogo que seja duradouro e, o mais importante, que o Hamas o respeite. Eles tiveram um cessar-fogo até o dia 19 de dezembro, mas depois falharam em não renová-lo e em aumentar substancialmente o nível (dos ataques), que forçou os israelenses a se refugiarem em abrigos antibombas", disse o porta-voz. "O ônus é do Hamas."Johndroe não respondeu diretamente se Bush discutiu com Olmert a idéia de um cessar-fogo. Questionado sobre a capacidade de Bush influenciar os acontecimentos apenas algumas semanas antes de deixar o governo, Johndroe afirmou que o presidente norte-americano "estabeleceu relações que permitem que ele pegue o telefone, faça a esses líderes uma ligação e tenha uma discussão bastante aberta e franca". Em Washington, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, prossegue com telefonemas diplomáticos a autoridades do Oriente Médio, para pressioná-los sobre a necessidade de um cessar-fogo "durável e sustentável".

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