Bush diz a jornal alemão que gostaria de fechar Guantánamo

Em declarações à televisão alemã, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu que o campo de detenção na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, onde Washington mantém supostos terroristas, é motivo de discussão com os aliados de Washington."É um assunto delicado", disse o presidente. "Eu queria fechar o campo e processar os prisioneiros".Mas o presidente declarou que a Suprema Corte dos Estados Unidos ainda tem que decidir se esses prisioneiros serão julgados em um tribunal civil ou em uma corte militar."Eles terão seu dia nos tribunais (...) e não se pode dizer o mesmo das pessoas que eles mataram. Eles não deram a essas pessoas a oportunidade de um julgamento justo", assegurou.Desde que, em setembro de 2001, o presidente Bush declarou uma guerra mundial contra o terrorismo, os Estados Unidos capturaram milhares de pessoas em dezenas de países de todo o mundo.Bush, o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, e outros porta-vozes de Washington destacaram que os EUA "tiraram de circulação" mais de 3.000 supostos terroristas.Não está claro quantos deles morreram ou quantos foram capturados.Guerra contra o terrorismoBush disse estar "absolutamente seguro" da vitória na guerra contra o terrorismo e desejaria fechar a prisão de Guantánamo, segundo entrevistas à imprensa alemã distribuídas neste domingo pela Casa Branca.O presidente dos Estados Unidos assegurou que para derrotar os terroristas é preciso levá-los "à Justiça para que não continuem fazendo mal às pessoas, o que significa que é preciso ficar constantemente na ofensiva, encontrá-los onde se escondem e capturá-los".Bush, que acrescentou que outro modo de resolver o problema é derrotando "sua ideologia de ódio com a propagação da liberdade", se mostrou "absolutamente seguro" de que o terrorismo será derrotado."E também sei disto: se não tentarmos ganhar a guerra contra o terrorismo, o mundo será muito pior", declarou."Os terroristas querem propagar sua ideologia, querem derrubar os governos moderados, acham que os capitalistas e as democracias são frágeis, acham que é uma questão de tempo antes que o mundo ocidental se canse", disse na entrevista ao jornal alemão Bild.

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