Bush diz não estar satisfeito com segurança no Iraque

O presidente George W. Bush disse, nesta segunda-feira, a Abdul-Aziz al-Hakim, um influente articulador político iraquiano, que os Estados Unidos não estavam satisfeitos com o progresso dos esforços para parar a escalada de violência no Iraque. O encontro ocorreu na Casa Branca e Al-Hakim, o líder xiita da maior bancada do Parlamento iraquiano, disse que se opõe "veementemente" a qualquer esforço regional ou internacional para resolver os problemas do Iraque que contorne a unidade do governo em Bagdá. "O Iraque deve ter condições de resolver seus próprios problemas", disse Hakim.Depois de classificar o encontro como "bastante construtivo", o presidente americano disse que "parte da responsabilidade de unificar o Iraque recai sobre os líderes, que devem rejeitar os extremistas que estão tentando impedir o avanço dessa jovem democracia". Hakim é presidente do maior partido xiita iraquiano, a Assembléia Suprema para a Revolução Islâmica, cujo braço armado - a Brigada Badr - é acusado de promover a violência sectária no país. Segundo Bush, os dois também discutiram sobre a "necessidade de capacitar o governo iraquiano o quando antes". O encontro abordou ainda assuntos como a reconciliação política do Iraque, a relação do país com o Irã e com a Síria, além de maneiras pelas quais as comunidades xiitas, sunitas e curdas podem ajudar na reconstrução iraquiana. Pouco antes da conversa com Bush, Hakim se encontrou com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice. "Pedi para que as forças americanas permaneçam no Iraque para manter a segurança do país e combater os terroristas", afirmou o líder xiita ao sair da reunião.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.