Bush diz não precisar de autorização do Congresso para atacar o Iraque

A equipe jurídica da Casa Branca concluiu que o presidente norte-americano, George W. Bush, não precisa da aprovação do Congresso para ordenar um ataque ao Iraque, informaram hoje fontes da administração Bush. As mesmas fontes, no entanto, acrescentaram que o presidente não considera tomar uma decisão dessa envergadura sem consultar os congressistas. Apesar de poder contar com uma resolução aprovada pelo Congresso em 14 de setembro, logo após os atentados de 11 de setembro, Bush não deve atuar sem o aval do Congresso, pois, segundo analistas, precisa contar com um apoio político sólido para lançar uma nova operação militar num momento em que problemas econômicos começam a surgir no país. Outros analistas lembram que George Bush, pai do atual presidente, tinha o apoio do Congresso para atacar o Iraque, entre 1990 e 1991, mas esperou uma aprovação formal antes de lançar a Operação Tempestade no Deserto. "O presidente considerará uma variedade de critérios políticos e elementos legais e históricos no momento em que uma votação do Congresso sobre esse tema se converter num assunto relevante", disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. Declarações recentes de Bush dão a entender que a decisão de tomar medidas militares contra o Iraque já está tomada, mas que não há planos já desenhados para essa ação. Vários congressistas norte-americanos, incluindo muitos do Partido Republicano, de Bush, têm se mostrado reticentes quanto à viabilidade de uma ofensiva contra o Iraque. Em Bagdá, o regime iraquiano voltou hoje a acusar aviões americanos e britânicos de bombardearem áreas civis a partir da zona de exclusão aérea do norte do país. Segundo o governo de Saddam, um civil ficou ferido num desses ataques hoje. Porta-vozes militares dos EUA e da Grã-Bretanha rechaçaram as acusações.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.