Bush diz que aprovação de reforma migratória é possível

Presidente americano promete ir ao Senado nesta terça para discutir a questão

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h48

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira, 11, que ainda é possível que o Congresso americano aprove a reforma migratória para legalizar cerca de 12 milhões de trabalhadores clandestinos, apesar do revés sofrido recentemente no Senado. "Acho que haverá uma lei migratória", disse em entrevista coletiva em Sofia, Bulgária. "Amanhã (terça-feira), irei ao Senado para falar sobre como impulsionar esse projeto de lei", disse Bush, que retorna a Washington após uma viagem de oito dias pela Europa. "É importante que solucionemos este tema agora", afirmou o presidente americano. "Acho que podemos fazer isso, os membros dos dois partidos fizeram muitos progressos para conseguir um plano integral, que beneficia a nação", disse Bush. O presidente falou por telefone com alguns legisladores durante sua viagem, para discutir como revitalizar o projeto de lei, que sofreu um golpe no Senado em 7 de junho, já que não conseguiu apoio suficiente entre os republicanos para ser levado à votação. Estou "frustrado pelo fato de o projeto ter sido bloqueado temporariamente", afirmou Bush, acrescentando que acredita que a reforma migratória será por fim aprovada. "Verei vocês na cerimônia da assinatura da lei", disse Bush aos jornalistas. Para que seja aprovada, a resolução que os democratas apresentarão nesta segunda requer 60 votos no Senado, que são necessários para limitar o tempo do debate, de modo que não se prolongue indefinidamente. Os democratas controlam apenas 51 dos 100 votos na câmara alta, 49 cadeiras ocupadas por membros de seu próprio partido e dois independentes que normalmente os apóiam. Por isso, precisarão conseguir o apoio de alguns republicanos, o que os analistas consideram improvável. Mudando o foco O presidente americano disse ainda que, em vez de discutir a resolução sobre a crise gerada pelo procurador-geral do governo, Alberto Gonzales, o Congresso deveria se concentrar em aprovar um projeto de reforma migratória. O motivo das críticas a Gonzales é sua participação no afastamento de oito procuradores americanos, que, de acordo com os democratas, teve motivações políticas. O presidente afirmou que, na volta a Washington, se empenhará pessoalmente em promover a aprovação do projeto, mas provavelmente também terá que responder à pressão no Congresso para que Gonzáles saia do cargo. Segundo o presidente, a iniciativa, que não é vinculativa, é "uma resolução política sobre o procurador-geral que não terá nenhum efeito sobre a sua permanência no cargo ou não".

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