Bush diz que liderança iraquiana está à altura dos desafios

Três anos depois de ter anunciado o fim dos grandes combates no Iraque, o presidente George W.Bush disse nesta segunda-feira que a liderança iraquiana está mais determinada do que nunca em alcançar seus objetivos. O presidente se baseou em um relatório de seus dois principais assessores de política externa que visitaram recentemente o país árabe."Acreditamos que temos parceiros (a liderança) que ajudarão as pessoas do Iraque a realizar seus sonhos", disse o presidente norte-americano na saída do Salão Oval, na Casa Branca, após reunião com a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld.Bush reconheceu que Rice e Rumsfeld não voltaram de sua visita-surpresa ao Iraque, ocorrida na semana passada, apenas com boas notícias. "Vêm aí mais dias difíceis", disse Bush, com os dois assessores ao seu lado. "Trata-se de um governo que entende que tem sérios desafios à frente", acrescentou.Apesar de Bush ter enfatizado o otimismo, foi uma mensagem menos positiva que a enviada há exatos três anos, em 1º de Maio de 2003, a bordo do porta-aviões USS Lincoln. "O tirano (Saddam Hussein) foi deposto e o Iraque está livre", disse à época. Ao fundo, uma faixa anunciava: "Missão cumprida".Popularidade em baixaHoje em dia, apesar do otimismo, o presidente não tem motivos para tanto entusiasmo, dado o prosseguimento da violência no país invadido. Segundo uma pesquisa realizada com professores universitários de história e ciências políticas, se seu mandato terminasse hoje, Bush passaria à história como um grande fracasso. E 67% dos 744 professores que responderam ao questionário, preparado pelo instituto de pesquisas do Siena College´s, não acreditam que Bush conseguirá reverter a situação no período que ainda tem como mandatário.Assim como seu apoio entre a opinião pública em geral, Bush vê cair dramaticamente sua popularidade entre professores universitários desde os ataques 11 de Setembro de 2001, que levaram às invasões do Iraque e Afeganistão.Em um ranking de 2002 de Siena College´s enumerando 42 presidentes, Bush aparece em 23º lugar, uma posição atrás de seu pai. "Isso foi logo depois de 11 de Setembro. Claramente, os entrevistados agora não acham que as coisas melhoraram muito em relação a ele (Bush) nos últimos anos", analisa Douglas Lonnstrom, professor de estatística e diretor do instituto de pesquisas do Siena. Ele ressalta que os professores entrevistados, de história e ciências políticas, são aqueles que estão ensinando os alunos de hoje, que vão "escrever a história amanhã".Para 58% dos entrevistados, se a presidência de Bush terminasse hoje, ela deveria ser "reprovada", enquanto outros 24% disseram que deveria ser tida como "abaixo da média". Outros 2% disseram que classificariam como "ótima" e 5%, "quase ótima". Para 11%, a administração Bush estaria "na média". A Casa Branca não comentou a pesquisa.Existe uma diferença na média de Bush entre os professores das duas disciplinas. Enquanto dois terços dos professores de história dizem que Bush é um fracasso, apenas metade dos cientistas políticos dá a mesma avaliação.

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