Bush diz ter "provas suficientes" para atacar Iraque

Depois de a Casa Branca ter anunciado - por meio do porta-voz Ari Fleischer - que o governo dos Estados Unidos já tinha "provas suficientes" para exigir a derrubada de Saddam Hussein, o presidente norte-americano, George W. Bush, reiterou nesta quinta-feira a necessidade de lançar um ataque preventivo contra o Iraque.Em Louisville, Kentucky, durante uma viagem para arrecadação de fundos para candidatos republicanos à eleição de novembro, Bush afirmou que se reunirá nos próximos dias com líderes de França, Rússia, China, Grã-Bretanha e Canadá "para lembrar-lhes que a história está chamando todos à ação"."Não podemos deixar que os piores líderes do mundo chantageiem, ameacem e tenham como reféns as nações que amam a liberdade, sob a mira das piores armas do mundo", discursou Bush. "Devemos lidar hoje com as ameaças à segurança antes que seja tarde demais."As declarações do líder norte-americano referem-se à certeza existente entre os "falcões" da administração Bush de que Saddam desenvolve a todo vapor um programa de armas químicas, biológicas e nucleares.Inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) que fiscalizavam possíveis fábricas de armamento proibido por imposição de uma resolução do Conselho de Segurança foram expulsos do Iraque em 1998, sob a acusação de espionarem para os EUA.Tomando cuidado para não descartar definitivamente a hipótese de uma saída diplomática, Bush repetiu o discurso de que "é um homem paciente, com ferramentas à disposição".Bagdá, por sua vez, nos últimos dias acenou com a possibilidade de aceitar a retomada das inspeções - no contexto de um acordo amplo que leve ao levantamento das sanções econômicas impostas ao Iraque durante e ao fim da Guerra do Golfo -, e anunciou nesta quinta-feira que pedirá à ONU uma investigação sobre as "ações de espionagem" dos Estados Unidos."O Iraque se reserva o direito de pedir compensações pelos atos de espionagem e sabotagem de inspetores em benefício dos serviços de inteligência militar norte-americano, britânico e israelense", disse o ministro das Relações Exteriores iraquiano, Naji Sabri.

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