Bush e Blair apóiam ação russa na crise dos reféns

Os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha atribuíram aos terroristas chechenos toda a culpa pela morte de 118 dos quase 700 reféns durante uma operação de resgate executada num teatro de Moscou por forças especiais russas. Informações de que pelo 116 desses reféns morreram vítimas de um gás tranqüilizante utilizado pelas autoridades russas causou protestos, mas tanto o presidente americano, George W. Bush, quanto o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, saíram em defesa do colega russo, Vladimir Putin.?O presidente abomina perda de vidas, mas entende que a culpa é dos terroristas?, disse o porta-voz de Bush, Ari Fleischer.?Eu peço ao povo que entenda que quando ficou claro que os terroristas estavam começando a executar os reféns, as autoridades russas tiveram que agir?, disse Blair, por sua vez, na Câmara dos Comuns. ?Eu sei como deve ter sido difícil tomar as decisões certas?, prosseguiu. ?Mas não há solução fácil, ou segura, nessas condições?. E acrescentou: ?Espero que as pessoas entendam a enormidade do dilema encarado pelo presidente Putin?.

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