Bush e Blair prometem ajudar a Turquia na luta contra o terror

Os presidentes norte-americano, George W. Bush, e britânico Tony Blair se comprometeram nesta sexta-feira a ajudar a Turquia a acabar com a onda de atentados que assolou o país nos últimos dias. "Os terríveis atentados que estão ocorrendo devem nos encorajar a fazer o necessário para restaurar a ordem e a justiça, assim como para levar a democracia e a liberdade aos povos de todo o mundo", afirmou o chefe do governo britânico. Bush deixou hoje a Grã-Bretanha, após três dias de uma visita de Estado realizada em meio a manifestações de protesto e um sem precedente esquema de segurança. O último compromisso de Bush foi uma visita ao reduto eleitoral Blair, em Sedgefield. Bush e Blair - acompanhados das esposas, Laura e Cherie - almoçaram num pub e comeram o mais popular prato inglês, o fish and chips (peixe com batatas fritas), e enfrentaram a última manifestação de protesto contra a visita de Bush. Cerca de 500 ativistas esperavam o presidente norte-americano em Sedgefield. Ao mesmo tempo, 1.300 policiais britânicos se encarregavam da proteção de Bush na cidade. Segundo fontes ligadas à polícia britânica, só nas poucas horas que Bush passou em Sedgefield, foram gastos US$ 1,8 milhão no esquema de segurança.Na viagem à Grã-Bretanha, Bush e Laura ficaram hospedados no Palácio de Buckingham, a convite da rainha Elizabeth II. Apesar da "relação especial" entre Washington e Londres e da pompa que marcou a presença de Bush na Inglaterra, os dois países não alcançaram outro compromisso, além da guerra contra o terrorismo. Os britânicos esperavam um acordo sobre pelo menos duas das mais importantes questões entre EUA e Grã-Bretanha: as altas tarifas sobre o aço impostas por Washington e a prisão de nove cidadãos britânicos em Guantánamo.

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