Bush e Congresso pedem fim da violência no Sudão

O presidente dos EUA, George W. Bush, pediu ao Sudão que ponha fim à violência provocada pelas milícias árabes Janjaweed, que atuam na região de Darfur, e assegure que a ajuda humanitária chegue ao local. Bush fez o pedido após o Congresso americano chamar a crise em Darfur de "genocídio" e aprovar o envio de um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU autorizando a aplicação de sanções contra o Sudão.O total de mortos na região poderia chegar a 50 mil, disse em Nova York o secretário-geral adjunto da ONU para questões humanitárias, Jan Egeland. Segundo estimativas anteriores, mais de 10 mil pessoas teriam sido mortas e mais de um milhão, forçadas a abandonar seus lares durante os 17 meses de conflito. A crise começou em fevereiro de 2003, quando alguns moradores, principalmente negros, se rebelaram conta o governo de maioria árabe de Cartum, o que provocou sangrentas represálias das milícias árabes Janjaweed, pró-governo.A União Africana - que está enviando monitores a Darfur - disse não acreditar que a violência possa ser considerada como genocídio. Uma convenção de 1948 da ONU diz que a comunidade internacional deve evitar e punir os atos declarados como genocídio. O projeto aprovado pelo Congresso exorta o governo Bush "a liderar um esforço internacional para impedir o genocídio em Darfur" e a estudar "uma intervenção multilateral, ou mesmo unilateral, para impedir o genocídio caso o Conselho de Segurança da ONU fracasse em agir".

Agencia Estado,

23 de julho de 2004 | 18h57

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