Bush e Olmert reafirmam apoio à criação de Estado palestino

Encontro em Washington acontece em meio às tensões entre o Fatah e o Hamas nos territórios autônomos; líderes ressaltaram importância de combater extremistas

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h05

O presidente americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmaram nesta terça-feira, 19, que continuam a compartilhar a idéia da criação de um Estado palestino como forma de solução para o conflito na região, apesar do controle do grupo islâmico Hamas sobre Gaza. Ao reiterar o objetivo de um Estado palestino ao lado de Israel, Bush disse que ele e Olmert trabalham em uma "estratégia comum para combater" o que chamou de extremistas na Faixa de Gaza e em outros lugares. Em reunião na Casa Branca, Bush, afirmou que espera fortalecer o presidente palestino, Mahmoud Abbas, contra o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde a semana passada. "Nossa esperança é que o presidente Abbas e o primeiro-ministro (Salam) Fayyad sejam fortalecidos a ponto de que possam conduzir os palestinos para uma direção diferente", afirmou Bush no começo de uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. Potências ocidentais vêm apoiando Abbas com promessas de mais ajuda econômica, na tentativa de conter os danos da violenta tomada de Gaza pelo Hamas e de transformar isso em novas negociações de paz entre palestinos moderados e Israel. "Compartilhamos a idéia de dois Estados convivendo lado a lado e em paz", disse Bush. Olmert já declarou estar aberto a iniciativas conciliatórias em relação à Abbas, que dissolveu o governo liderado pelo Hamas e formou um gabinete de emergência com membros da Fatah na Cisjordânia. Os Estados Unidos e a União Européia (UE) prometeram, na segunda-feira, suspender um embargo econômico e diplomático imposto aos palestinos depois que o Hamas venceu eleições no ano passado e rejeitou reconhecer o Estado de Israel e renunciar à violência. O movimento Fatah apóia uma paz negociada com Israel. EUA, Israel e UE consideram o Hamas como um grupo terrorista. Abbas quer que Bush peça a Israel, maior aliado de Washington, para retomar um diálogo de paz assim que possível, a fim de mostrar à população palestina que ele pode obter avanços para a formação de um Estado. Impasse nuclear O presidente dos Estados Unidos reiterou nesta terça que todas as opções estão sendo cogitadas para tratar o impasse sobre o programa nuclear iraniano. No início do encontro com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, Bush foi questionado sobre se uma ação militar continuaria a ser uma opção considerada para lidar com a questão iraniana. "Minha posição não mudou. Todas as opções estão em jogo. Espero que possamos resolver isso de forma diplomática", respondeu. Bush afirmou ainda que é importante que o Irã encare as "conseqüências", como sanções e outras medidas econômicas, por desafiar a comunidade internacional com seu programa nuclear. "Há um preço a pagar", disse Bush. Os EUA acusam o Irã de tentar produzir bombas atômicas, algo que Teerã nega, justificando que o seu projeto nuclear tem a finalidade de gerar eletricidade.

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