Bush e Putin concordam em reduzir arsenal nuclear

Os presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e da Rússia, Vladimir Putin, concordaram neste domingo em condicionar a negociação dos planos norte-americanos referentes a um escudo nuclear antimísseis às conversações sobre a redução dos arsenais nucleares. Os líderes manifestaram um desejo mútuo de discutir as opções ofensivas e defensivas em um pacote. "Os dois estão de mãos dadas", disse Bush, em entrevista coletiva, após uma reunião entre os chefes de Estado à margem de uma cúpula econômica mundial. Bush também expressou sua intenção de obter um novo acordo para substituir o Tratado Antimísseis Balísticos, de 1972. O presidente dos EUA referiu-se a ele e a Putin como "dois jovens líderes interessados em forjar um mundo mais pacífico". Putin disse que o resultado foi "inesperado" e alertou que nenhum dos dois países está preparado para discutir detalhes. "Ainda não estamos prontos para falar sobre limites mínimos ou números. Mas há um esforço conjunto", declarou Putin. A conselheira de segurança nacional de Bush, Condoleezza Rice, viajará a Moscou em breve para que sejam desenvolvidas as diretrizes das negociações. Inicialmente Bush se recusava a condicionar a redução dos arsenais nucleares às negociações sobre o escudo nuclear e dizia preferir fazer reduções unilaterais. Putin é contra o projeto do escudo nacional antimísseis dos EUA, pois este viola o pacto de 1972, um acordo da época da Guerra Fria criado para conter a corrida armamentista com base na vulnerabilidade dos países a um eventual ataque nuclear. Os dois líderes também discutiram o Protocolo de Kyoto contra o aquecimento global, ao qual Bush é contra. O presidente norte-americano recusou-se a responder se os Estados Unidos apresentarão seu novo plano para conter a emissão de gases causadores do efeito estufa em uma conferência internacional em setembro.

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