Bush e Putin discutem programa nuclear iraniano por telefone

O presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, e seu colega russo, Vladimir Putin, discutiram a crise nuclear iraniana e o conflito no Oriente Médio durante um telefonema nesta terça-feira, informou o Kremlin.Os dois governantes "defenderam o prosseguimento dos esforços internacionais para solucionar o problema nuclear iraniano", indicou o escritório de imprensa da presidência russa em um breve comunicado.A nota acrescenta que Bush e Putin abordaram também as perspectivas para restabelecer o processo de paz no Oriente Médio, além de outros assuntos internacionais mais atuais.A conversa telefônica antecede uma reunião entre altos representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, que ocorrerá na quinta-feira em Viena e que discutirá o programa nuclear iraniano.A reunião dos representantes de Alemanha, Rússia, China, França, Reino Unido e Estados Unidos, provavelmente entre ministros de Exteriores, terá como tema central o pacote de incentivos para o Irã em troca de garantias de que Teerã não fabrique armas nucleares.Em Viena se encontra a sede central da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cujos inspetores averiguam o polêmico programa nuclear da República Islâmica.Na quarta-feira passada, diplomatas dos seis países se reuniram em Londres com o mesmo propósito e se mostraram "encorajados" pelos avanços conseguidos no encontro.França, Alemanha e Reino Unido impulsionam a elaboração de um conjunto de medidas destinadas a persuadir o Irã a renunciar seu programa de enriquecimento de urânio.Caso Teerã se recuse aceitar o pacote de incentivos, a resolução estabelece a imposição de sanções sob o Capítulo 7, Artigo 41, da Carta da ONU. Contudo, evita referências ao Artigo 42, que permite o uso de ações militares para reforçar a resolução. O Ocidente suspeita as atividades nucleares iraniana têm como fim a produção de bombas nucleares, algo que Teerã rejeita.Os Estados Unidos não descartam o uso da força, enquanto China e Rússia deixaram claro que não aceitarão nenhuma medida que envolva ações militares contra o Irã.

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