Bush e Putin reúnem-se na Eslovênia

Os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da Rússia, Vladimir Putin, começaram hoje seu primeiro encontro, em Liubliana, na Eslovênia, com um passeio pelos jardins do Castelo de Brdo - a 30 quilômetros da capital eslovena - para romper o gelo e logo depois declararam que tiveram uma boa impressão um do outro. Um indício de que a conversa entre os dois líderes aparentemente fluiu bem foi o fato de essa primeira etapa da cúpula deveria ter durado apenas 30 minutos, mas estendeu-se por 1h30. Os dois líderes concordaram também em trocar visitas a Washington e Moscou.Putin e Bush dispensaram os intérpretes depois que assessores perguntaram que língua eles iriam conversar. "Inglês", respondeu o presidente russo. Bush disse aos repórteres que a primeira fase do encontro durou além do previsto ?porque eles se deram muito bem?. Apesar de o clima ter sido de extrema cordialidade, a agenda tinha como tema principal o plano de Bush de construir um escudo espacial antimísseis, projeto que tem provocado protestos duros da Rússia e da China e não tem boa acolhida entre os principais líderes da União Européia.Para criar o sistema, seria necessário modificar o Tratado Antimísseis Balístico (ABM), firmado em 1972 pela União Soviética e os EUA com o objetivo de impedir que uma das superpotências se tornasse inviolável. Outro assunto espinhoso é a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo aos países do Leste europeu que faziam parte da zona de influência da extinta União soviética. Rússia e EUA também têm posições divergentes quanto à situação no Oriente Médio e nos Bálcãs.Altos funcionários americanos disseram que seriam abordadas também relações bilaterais, a questão econômica russa, a venda pela Rússia de matéria-prima e tecnologia que poderia ser empregada na fabricação de armamento nuclear e a situação dos direitos humanos na Chechênia. No centro de Liubliana, a polícia dispersou um protesto de cerca de mil manifestantes contra a globalização e prendeu 20 ativistas do grupo ecológico Greenpeace que tentavam escalar o muro da embaixada americana para protestar contra a negativa da Casa Branca de assinar o Protocolo de Kyoto, destinado a limitar a emissão de gases poluentes pelas nações do primeiro Mundo.

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