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Bush envia ao Congresso proposta de redução do IR

O presidente George Bush enviará hoje ao Congresso americano os detalhes de seu programa econômico sob a forma de uma proposta orçamentária de cerca de US$ 1,9 trilhão, para o ano fiscal que começa em outubro. O ponto principal do plano é a redução do Imposto de Renda, com custo estimado em US$ 1,6 trilhão em dez anos, que Bush defendeu durante a campanha eleitoral, ou cerca de metade do excedente fiscal real (extra-seguridade social) projetado para o mesmo período. A julgar pelas fortes críticas iniciais, o debate do projeto levará várias semanas. Pode estender-se por dois a três meses e testará a capacidade política do presidente americano de articular coalizões e de liderar."Do desfecho deste debate e de propostas como a da reforma da educação, dependerá o restante de seu programa de governo", disse Norman Ornstein, analista político do American Enterprise Institute. "Bush precisa vencer essas batalhas iniciais de uma maneira que renove seu capital político."O líder americano começou a vender seu programa aos americanos ontem à noite, com o primeiro discurso perante uma sessão conjunta do Congresso americano. Mas já à tarde Bush admitiu que a proposta, mesmo combinada com outros planos, não permitirá a amortização completa dos US$ 3,4 trilhões da dívida pública americana nos próximos dez anos, como projetou Clinton em sua última proposta orçamentária. "Não faz sentido pagar a dívida prematuramente", disse ele. "Fizemos os cálculos e (concluímos) que pagaremos US$ 2 trilhões em dez anos."Seguridade Social - Empenhado em ganhar tempo e garantir apoio do Congresso, Bush anunciou ontem a criação de uma comissão nacional para estudar a privatização parcial da seguridade social, que garante uma pensão federal a todos os americanos que contribuem. Ele quer ganhar apoio para uma reforma radical do sistema e permitir aos assalariados investir parte de suas contribuições em novas "contas pessoais de aposentadoria", cujos fundos poderiam ser aplicados no mercado, como já ocorre hoje de forma limitada com os esquemas suplementares de poupança. Um assalariado pode deduzir da renda bruta até US$ 2 mil por ano para aplicar nessas contas. A privatização parcial da Seguridade Social é essencial para que as contas da proposta orçamentária de Bush fechem na segunda parte do período de dez anos nos quais ela se baseia.

Agencia Estado,

28 de fevereiro de 2001 | 01h37

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