Bush estende programa que combate a malária na África

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou nesta quinta-feira a expansão de seu programa contra a malária a oito países africanos. Com isso, sobe para 15 o número de nações beneficiadas pela iniciativa, cujo objetivo é reduzir pela metade à incidência da doença.Em seu discurso na cúpula sobre a malária organizada pela Casa Branca, Bush disse que Etiópia, Benin Gana, Quênia, Libéria, Madagascar, Mali e Zâmbia são os oito novos países que serão incluídos no projeto.As primeiras nações atendidas pelo programa dos EUA foram Angola, Tanzânia e Uganda. Mais tarde, Malaui, Moçambique, Ruanda e Senegal também passaram a fazer parte do projeto.O presidente lembrou a todos os presentes na cúpula que, ao contrário do que ocorre com outras doenças para as quais nenhuma cura foi encontrada, no caso da malária, já se sabe "exatamente o que é preciso fazer para preveni-la e tratá-la"."A única questão é se temos a vontade de atuar", disse Bush. A cúpula, acrescentou, serve para enviar a clara mensagem de que os EUA estão "decididos a combatê-la".O presidente participou da reunião acompanhado de sua mulher, Laura, que propôs que todas as escolas americanas peçam a cada um de seus alunos que doem US$ 10 para o envio de inseticidas e mosquiteiros aos menores africanos.Segundo a primeira-dama americana, a malária pode ser erradicada, como ocorreu nos EUA há quase 60 anos. E, embora este seja um objetivo ambicioso, "podemos e devemos alcançá-lo", declarou.Laura Bush anunciou que, como proposto pelo presidente, a partir do ano que vem, no dia 25 de abril será celebrado o "Dia da Conscientização sobre a Malária".

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