Bush faz balanço das forças próximas ao Afeganistão

O porta-aviões americano Kitty Hawk, que havia retornado à sua base perto de Tóquio na semana passada, zarpou nesta segunda-feira em direção ao Oceano Índico, de onde poderá participar da operação Liberdade Duradoura, empreendida pelos EUA em resposta aos ataques terroristas do dia 11, que causaram a morte de mais de 6 mil pessoas em Nova York, Washington e Pittsburgh. Embora o Pentágono não dê informações sobre a ação, o alvo inicial devem ser as bases terroristas comandadas pelo saudita Osama bin Laden, no Afeganistão. O Kitty Hawk zarpou escoltado por sua frota de apoio, formada por submarinos e destróieres, e sem os 75 aviões de combate que normalmente carrega. Pouco depois, de outro porto japonês, partiu o submarino nuclear Bremerton, com rumo desconhecido. Não ficou claro se ele se dirigia também à Ásia Central. Segundo algumas fontes, o Bremerton deixou o posto para evitar ser alvo de um possível atentado. Outros três porta-aviões já estão na região da Ásia Central: o Enterprise, o Carl Vinson e o Theodore Roosevelt. Estima-se que os EUA tenham mais de 300 aviões nas proximidades do Afeganistão prontos para atacar. Nesta segunda-feira, durante um discurso na Fema, uma agência federal dedicada à proteção civil, o presidente americano, George W. Bush, afirmou que as forças dos EUA nas proximidades do Afeganistão contam com "29 mil homens, dezenas de barcos de guerra, centenas de avïões e 17 mil reservistas convocados". "Nossas forças estão prontas e nos farão sentir orgulho", discursou Bush, no mesmo tom de fervor patriótico que tem marcado seus últimos pronunciamentos. Sobre a ameaça de novos atentados com agentes químicos ou biológicos - dos quais os EUA não teriam como defender-se -, Bush deu ordem a seu porta-voz, Ari Fleischer, de deixar claro que "nada" o dissuadirá de responder aos ataques do dia 11.

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