Bush: intenções de Bin Laden são claras como as de Hitler

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, usou as palavras de seus inimigos terroristas para combater o que classificou como complacência dos americanos diante de ameaças futuras. Bush citou cartas, pronunciamento e gravações de áudio e vídeo atribuídas a terroristas para dizer que a Al-Qaeda e outros grupos se adaptaram às mudanças nos sistemas de defesa dos Estados Unidos e não perderam o ímpeto de atacar os americanos em seu próprio território. Segundo o presidente, os inimigos estão mais fracos, mas se "adaptam continuamente" e estão convencidos de que podem enfraquecer os Estados Unidos. "Não deveríamos e nem vamos dar a vitória ao inimigo deixando os iraquianos à sua sorte", disse Bush, que afirmou que os EUA "não vão aceitar nada além de uma vitória" no Iraque.O esforço de Bush para defender suas políticas de segurança vem no dia da abertura oficial da campanha para as eleições legislativas americanas. Além disso, o discurso coincide com o lançamento de uma nova estratégia antiterror que aponta avanços significativos na luta contra os inimigos dos americanos, mas que diz que os militantes islâmicos se adaptaram às estratégias de defesa dos EUA. "Os EUA estão mais seguros, mas ainda não estamos protegidos", diz o estudo.O relatório é interpretado como uma última tentativa da Casa Branca para destacar as questões relativas à segurança nacional, um tema que ajudou os republicanos em campanhas passadas. Os democratas devem lançar sua própria estratégia sobre o tema."Anos de políticas republicanas falidas fizeram da América um lugar menos seguro e menos capaz de lutar contra o terrorismo", disseram os democratas em uma nota à imprensa. Perigo intensoSegundo o presidente, embora ataques semelhantes ao 11 de Setembro não tenham ocorrido em solo americano, o perigo continua intenso. Bush voltou a comparar a ameaça terrorista ao fascismo e ao comunismo."As intenções de Bin Laden e de seus aliados são tão claras quanto as de Lenin e de Hitler", discursou o presidente diante da Associação de Oficiais Militares da América. "A questão é: nós escutaremos? Prestaremos atenção no que esses homens maldosos têm a dizer?", continuou.Dentre as "evidências" apresentadas durante seu pronunciamento, Bush citou um documento atribuído à Al-Qaeda encontrado recentemente no Iraque. O texto descreve os planos da organização para conquistar a província de Anbar, no oeste do Iraque, e instalar estruturas governamentais na região.Bush aproveitou a proximidade com o aniversário de 5 anos do 11 de Setembro para reforçar sua política antiterror. "Os terroristas que nos atacaram em 11 de Setembro são homens sem consciência, mas não são loucos", disse. "Eles matam em nome de uma ideologia clara."Em seu discurso, Bush também comentou a situação do Irã. Ele afirmou que a decisão do país de continuar com o enriquecimento de urânio significa "um isolamento do país"."As nações livres não vão deixar o Irã desenvolver seu programa nuclear", declarou.

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