Bush lembra um mês da tragédia

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, participou hoje, em Washington, de cerimônia em memória dos mortos nos atentados do dia 11 de setembro e prometeu destruir o terrorismo com "todas as armas" do arsenal americano. Em Nova York, bombeiros, policiais e equipes de socorro lembraram as mais de 5 mil vítimas, em meio aos escombros das torres gêmeas. As homenagens se repetiram na Pensilvânia, onde caiu o quarto avião seqüestrado, e em outros locais do país. "Eu prometo que os Estados Unidos nunca hesitarão na sua guerra contra o terror", disse Bush às 20 mil pessoas que se reuniram na frente do prédio do Pentágono. O presidente fez questão de falar sobre algumas das vítimas: "Três estudantes que viajavam com sua professora, um general do Exército, um analista que trabalhou aqui durante 30 anos, um comandante da reserva naval que deixa a mulher, um filho de 4 anos e outro a caminho". Ele voltou a chamar os terroristas de "malfeitores", que trouxeram uma "enorme dor ao país". "Mas dessa dor surgiu uma grande determinação." Uma bandeira gigante dos Estados Unidos foi colocada no Pentágono. Os presentes, entre parentes dos 125 funcionários e dos 64 passageiros do avião que atingiu o prédio, a primeira-dama, Barbara Bush, integrantes do governo, o ex-presidente Bill Clinton e sua mulher, a senadora Hillary Clinton, cantaram o "Hino de Batalha da República". Foram acompanhados por pessoas que agitavam bandeiras americanas nas ruas, nos jardins e nas esquinas próximas. Numa enorme tela, apareciam os nomes dos mortos. "Com tempo, paciência e precisão, os terroristas serão perseguidos. Serão isolados e cercados até não terem lugar para fugir, se esconder ou descansar", disse Bush, em meio a uma onda de aplausos. "Para o Al-Qaeda e os talebans não haverá refúgio." A cerimônia contou com a participação de religiosos cristãos, judeus e muçulmanos. Em Nova York, policiais, bombeiros e equipes de limpeza tiraram os capacetes, deram as mãos e pararam os trabalhos nos escombros do World Trade Center às 8h48, hora em que há um mês a primeira torre foi atingida por um avião seqüestrado. O silêncio só foi interrompido pelos músicos do corpo de bombeiros da cidade que tocaram "Amazing Grace". Sobre uma plataforma de madeira instalada perto dos escombros um padre e um rabino fizeram pregações, lembrando as mais de 5 mil vítimas, entre elas 343 bombeiros e 23 policiais. Emocionado, o prefeito de Nova York, Rudolf Giuliani, homenageou as equipes de socorro, operários e bombeiros que já retiraram 260 mil toneladas de escombros do local. "O fogo ainda não foi apagado, mas nós saímos deste drama mais fortalecidos. Agora somos uma cidade, um país e um mundo mais unido", disse Giuliani. As homenagens aos mortos continuaram em vários templos da cidade. Na Bolsa de Nova York, representantes de bombeiros e policiais tocaram a campainha de abertura dos trabalhos. Prejuízos - A cidade ainda calcula os prejuízos financeiros com os ataques. O secretário de finanças de Nova York, Alan Hevesi, disse que as perdas podem chegar a US$ 105 bilhões. Somente a destruição das torres gêmeas, de edifícios adjacentes, de automóveis e outros bens e os gastos com resgate e remoção de destroços já somam US$ 34 bilhões. Desde o dia 11 de setembro, a perda de receita de impostos nos cofres municipais chega a US$ 16 bilhão. Nesse valor, inclui-se, por exemplo, uma perda de 33% em impostos gerados pelos hotéis da cidade, muitos dos quais registraram uma queda de 50% da taxa de ocupação. Leia o especial

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.