Bush: Libertação de soldado é essencial para encerrar crise em Gaza

O presidente americano George W.Bush assegurou neste sábado que a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por milicianos palestinos, é essencial para acabar com a crise em Gaza e deve ser a meta principal.Em uma conversa por telefone com o premier turcoTayyip Erdogan, Bush assinalou que "liberar o soldado é a chave para acabar com a crise", informou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Frederick Jones.Os dois líderes estão de acordo que os Estados Unidos e a Turquia devem permanecer em contato sobre estes assuntos, indicou Jones.Shalit foi capturado no domingo durante uma operação realizada pelo braço armado do Hamas, as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa e dois grupos militantes menores - Os Comitês de Resistência Popular e o Exército do Islã. Exigências Os militantes palestinos que mantém o soldado cativo anunciaram novas exigências no sábado, horário local. Além do fim da ofensiva do Exército de Israel em Gaza, eles exigem a libertação de mil prisioneiros detidos em prisões israelense. As exigências foram anunciadas em meio à pressão de Israel, que lançou novos ataques aéreos em Gaza pela quarta noite seguida.Os mil prisioneiros incluem muçulmanos não palestinos e árabes presos por Israel. O gesto parece ter o objetivo de aumentar o apoio aos palestinos no mundo árabe.O documento reiterou o pedido para a libertação de mulheres e menores de idade mantidos em prisões israelenses, número estimado em 500 pessoas, em troca de informações sobre Shalit.Juntamente com as exigências, no comunicado o grupo não prometeu libertar o soldado ou fornecer mais informações sobre sua condição. Israelense acreditam que Shalit sofreu ferimentos leves, mas que ainda está vivo.Sem negociações Israel não admite a possibilidade de uma troca de prisioneiros para obter a libertação do soldado Gilad, informou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Yariv Ovadia."Não faremos nenhuma troca. Se eles não soltarem o refém, nós o libertaremos", afirmou o ministro israelense.Israel defende a política de "não negociar com o terrorismo". Nos últimos 30 anos, porém, aceitou trocas com grupos armados palestinos e libaneses. O último caso foi em 2004, numa negociação com a guerrilha Hezbollah.Segundo fontes políticas palestinas e analistas israelenses, o Exército está adiando a ocupação do norte de Gaza à espera de uma suposta iniciativa egípcia para uma troca de prisioneiros. Mas a informação foi desmentida categoricamente na sexta-feira pela chanceler israelense Tzipi Livni.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.