Bush manterá suspensa lei sobre Cuba

O presidente George W. Bush disse que manterá suspensos, por mais seis meses, os efeitos de uma lei que permite aos americanos processarem quem estiver utilizando propriedades americanas confiscadas em Cuba, depois que o presidente Fidel Castro tomou o poder em 1959. A legislação foi aprovada em 1996, mas ela dá ao presidente o direito de suspender ou fazer cumprir a decisão a cada intervalo de seis meses. O ex-presidente Bill Clinton exerceu o direito de suspensão desde que a lei foi aprovada, e Bush está adotando a mesma política.Durante uma sessão de fotos oficiais, ao ser interrogado sobre se manteria a suspensão, Bush disse que sim. "Sim, é o que farei", disse simplesmente o presidente, sem dar maiores explicações. O prazo para ele agir termina nesta terça-feira. Com a decisão, Bush adia por pelo menos seis meses a implementação do parágrafo III da chamada lei Helms-Burton, que permite processar quem estiver utilizando qualquer propriedade de americanos expropriada a partir de 1959. A implementação deste ítem da lei Helms-Burton enfureceria os aliados europeus dos EUA, cujos cidadãos e empresas estariam sujeitos a serem processados. Bush anunciou sua decisão antes de partir, nos próximos dias, para sua segunda viagem à Europa. O senador Jesse Helms, um republicano ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado e co-autor da lei, sempre criticou a política de suspensão do parágrafo III adotada por Clinton. Muitos analistas estão questionando se a atitude de Bush, contrariando expectativas anteriores, significa uma mudança da política dos EUA em relação a Cuba. Segundo o Departamento de Estado, há 5.911 empresas e cidadãos norte-americanos cujas propriedades foram nacionalizadas sem compensação financeira pelo governo cubano, especialmente nos anos 60.

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