Bush marca cúpula global sobre clima para 27 e 28 de setembro

O governo dos EUA divulgou nasexta-feira planos para uma conferência de alto escalão a serrealizada em setembro e que discutirá o aquecimento global,reunindo os países mais poluentes do mundo em meio a esforçospara selar um acordo capaz de reduzir as emissões de gases doefeito estufa. O presidente norte-americano, George W. Bush, enviou osconvites para 11 outros países mais a União Européia (UE) e aOrganização das Nações Unidas (ONU), convidando todos aparticiparem do encontro a ser realizado nos dias 27 e 28 desetembro em Washington. O evento fará parte dos esforços para fixar, até 2008, asmetas de longo prazo de combate às mudanças climáticas. Bush sugeriu no final de maio, antes de uma cúpula do Grupodos Oito (G8, que reúne países industrializados) na Alemanha, arealização da conferência, que será presidida pela secretáriade Estado norte-americana, Condoleezza Rice. Os detalhes sobrea conferência, no entanto, vieram a público apenas agora. Em uma carta aos convidados, obtida pela Reuters, Bushassegura-lhes que "os EUA estão comprometidos em trabalhar aolado de outras grandes economias" para acertar um projeto depacto global com vistas a reduzir as emissões de gases doefeito estufa. Mas uma importante autoridade norte-americana afirmou que ogoverno do país continuava opondo-se à adoção de cortescompulsórios nas emissões. Bush acertou com outros líderes do G8, em junho, realizarreduções "substanciais" nas emissões e negociar um novo pactoglobal capaz de estender e ampliar o Protocolo de Kyoto paraalém de 2012. Mas o presidente norte-americano recusou-se a discutircifras de redução antes de potências emergentes como a China ea Índia aceitarem submeter-se a esse tipo de medida. Convenceresses países a participar do processo será crucial parareverter a tendência mundial de aumento das temperaturas. A China e a Índia estão entre os países convidados para oencontro de setembro, da qual devem participar também o Brasil,o Japão, o Canadá, a Coréia do Sul, o México, a Rússia, aAustrália, a Indonésia e a África do Sul, afirmou a autoridadenorte-americana.

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