Bush na ONU: "é hora de agir" contra o terror

Em seu discurso na Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, convocou os países a atuarem unidos numa ação contra o terrorismo e disse que não é mais o momento de apenas expressar simpatia pelos ataques em 11 de setembro nos Estados Unidos. "O tempo para a simpatia já passou. A hora para agir chegou", disse para os 48 presidentes e primeiros-ministros e 114 ministros presentes à abertura da reunião anual em Nova York. "Todos os países estão ameaçados, porque os terroristas estão planejando mais assassinatos", disse Bush, ressaltando que cada país membro da ONU é um alvo em potencial. Alvo em potencial Bush alertou que aqueles que estão por trás dos ataques de 11 de setembro podem estar prestes a usar armas químicas, biológicas e nucleares. "Não podemos ignorar essa ameaça, mas não podemos nos amedrontar diante dela", insistiu, lembrando que no World Trade Center morreram pessoas de diversas religiões e países. "A hora da justiça chegará." George W. Bush discursou logo em seguida a Fernando Henrique Cardoso. O presidente brasileiro fez o primeiro discurso entre os líderes das nações e após a abertura proferida por Kofi Annan, secretário-geral da ONU. Encontros bilaterais Bush buscará na ONU consolidar a coalizão antiterrorista mediante uma série de encontros bilaterais, como o que teria neste sábado com o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, um dos atores-chave da coalizão. Segundo o presidente norte-americano, os países que apóiam grupos terroristas são uma ameaça à ONU e à própria paz mundial. Na sua opinião, esses governos pagarão por isso, já que se converteram em tão culpados quanto os terroristas. "Todos temos a responsabilidade de ajudar nas operações para exterminar o terrorismo." Sobre o Afeganistão, que é controlado pelo Taleban, grupo militar que dá suporte a Osama bin Laden, Bush afirmou que o povo afegão não merece o sofrimento que está passando. "Logo, o Taleban não estará mais no poder" Ressaltou que, mesmo antes do conflito no país, mais de 4 milhões de pessoas precisavam de ajuda humanitária da ONU. "Os afegãos não merecem essas regras. Logo, o Taleban não estará mais no poder." Bush garantiu que os Estados Unidos vão continuar oferecendo suporte ao Afeganistão, incluindo cobertores, alimentos e medicamentos aos refugiados, ainda que os grupos talebans tentem sabotar a ajuda humanitária. Estado palestino Em seu discurso, o presidente norte-americano se comprometeu a continuar trabalhando para pôr fim a qualquer fator que alimente o terrorismo internacional e citou que os países em conflito devem buscar interromper esse ciclo. Bush pediu que os Estados de Israel e da Palestina vivam juntos em segurança e conclamou-os a voltar a negociar em busca de uma "paz justa". Foi uma das declarações mais claras dos Estados Unidos em favor de um Estado palestino independente.

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